62% VEEM DESFILE EM HOMENAGEM A LULA COMO PROPAGANDA ANTECIPADA, APONTA REAL TIME BIG DATA
Levantamento mostra maioria crítica à apresentação na Sapucaí
Foto: Reprodução / internet
Uma pesquisa do instituto Real Time Big Data, divulgada nesta sexta-feira (20), indica que 62% dos entrevistados avaliam que o desfile da Acadêmicos de Niterói, em homenagem ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, configurou propaganda eleitoral antecipada. Por outro lado, 38% discordam dessa interpretação.
O levantamento reacende o debate sobre os limites entre manifestação cultural e promoção política, sobretudo em ano pré-eleitoral.
Repercussão nacional e divisão emocional
Além da avaliação política, o estudo também mediu o impacto emocional da apresentação. Entre os entrevistados que acompanharam o desfile, 47% declararam indiferença como principal sentimento. Em seguida, 30% afirmaram ter sentido raiva, enquanto 23% relataram admiração.
Apesar da ampla repercussão, os dados mostram que o alcance direto foi restrito. Segundo a pesquisa, 74% da população ficou sabendo do desfile, mas apenas 6% disseram ter assistido efetivamente à apresentação. Outros 94% afirmaram não ter acompanhado.
Controvérsia jurídica e reação política
O enredo da escola retratou a trajetória política de Lula, desde Garanhuns até a chegada ao Palácio do Planalto. Antes mesmo da apresentação, parlamentares e partidos de oposição acionaram o Tribunal de Contas da União (TCU) e o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), sob o argumento de que o desfile poderia configurar campanha fora do período permitido.
Às vésperas da apresentação, o TSE decidiu não suspender preventivamente o desfile. O entendimento foi de que a proibição poderia caracterizar censura prévia. No entanto, o tribunal manteve o processo aberto para avaliar eventuais irregularidades posteriormente e ressaltou que a decisão não representava um salvo-conduto.
Diante da polêmica, a primeira-dama Janja da Silva optou por não participar do último carro alegórico.
Após o desfile, a oposição intensificou as iniciativas em diferentes frentes, incluindo a Justiça Eleitoral, o Ministério Público e órgãos de controle.
Metodologia da pesquisa
A pesquisa ouviu 1.200 eleitores entre os dias 18 e 19 de fevereiro, em todas as regiões do país. A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.
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