27,5 MILHÕES DE BRASILEIROS ESTÃO COM O NOME NEGATIVADO, APONTA LEVANTAMENTO
Dívida média é de cerca de R$ 1,1 mil e cenário indica inadimplência recorrente no país, segundo estudo do setor
📷 Reprodução: Educando seu Bolso
O Brasil tem aproximadamente 27,5 milhões de pessoas com o nome negativado, de acordo com um levantamento da Assertiva. A dívida média desse grupo gira em torno de R$ 1,1 mil.
O estudo indica que o endividamento no país é amplo e frequente, com grande concentração em valores considerados baixos. Ao longo de 2025, os CPFs dessas pessoas foram consultados dezenas de milhões de vezes, o que sugere dificuldade de saída da inadimplência.
Os dados mostram ainda equilíbrio no recorte por gênero, com participação praticamente dividida entre homens e mulheres. A faixa etária mais afetada é a de 36 a 45 anos, seguida por consumidores entre 46 e 55 anos e também acima dos 65 anos.
Outro ponto destacado é que a maior parte das dívidas envolve múltiplos débitos de pequeno valor. Em geral, quanto maior o número de pendências, menor é o valor médio de cada uma delas, o que reforça um padrão de inadimplência ligado ao consumo cotidiano.
Segundo a empresa responsável pelo levantamento, embora os valores individuais sejam relativamente baixos, o volume de pessoas negativadas indica um problema estrutural e persistente na economia brasileira.
O estudo também aponta casos mais extremos de superendividamento, com registros de consumidores que acumulam milhares de dívidas em aberto.
Esse cenário afeta diretamente a economia, já que pessoas com restrição de crédito tendem a consumir menos, o que impacta o comércio e o crescimento econômico.
Diante desse quadro, o governo avalia novas medidas de renegociação de dívidas, dentro de uma possível reformulação de programas de alívio financeiro. A proposta inclui descontos e ações para evitar que consumidores voltem a se endividar após a regularização.
Dados do Banco Central mostram ainda que o volume de inadimplência voltou a crescer após ciclos recentes de renegociação. Hoje, o sistema bancário registra cerca de R$ 171 bilhões em operações com atraso superior a 90 dias, segundo dados mais recentes.
Especialistas avaliam que o desafio vai além da renegociação, envolvendo também educação financeira e mecanismos de prevenção ao endividamento recorrente.