48% DOS BRASILEIROS PASSAM MAIS DE 5 HORAS POR DIA EM TELAS, APONTA PESQUISA INTERNACIONAL
Pesquisa da Cisco e da OCDE revela que 48% dos brasileiros passam mais de cinco horas por dia em telas, colocando o país como o segundo no ranking mundial e levantando alertas sobre bem-estar digital.
Foto: Reprodução / Internet
O Brasil ocupa a segunda posição no ranking global de tempo de tela para fins recreativos, segundo pesquisa realizada pela Cisco em parceria com a OCDE. De acordo com o levantamento, 47,8% dos brasileiros passam mais de cinco horas por dia diante de telas, ficando atrás apenas do México, que lidera com 50,4%.
O estudo, divulgado em dezembro, analisou hábitos digitais em 14 países e revela que o uso intenso de celulares, computadores e outros dispositivos já faz parte da rotina da população brasileira, especialmente entre os mais jovens.
Brasil entre os líderes globais em tempo de tela
Além do Brasil e do México, outros países também registraram altos índices. A África do Sul aparece em terceiro lugar, com 45,3%, seguida por Canadá (42,5%) e Japão (40,9%). Por outro lado, Holanda, Austrália e Alemanha apresentaram os menores percentuais de pessoas que passam mais de cinco horas diárias em telas.
No recorte nacional, apenas 13,3% dos brasileiros afirmaram usar telas por até duas horas por dia, enquanto 38,9% disseram ficar entre duas e cinco horas.
Jovens puxam os números e ampliam o alerta
Segundo a OCDE, pessoas com até 35 anos representam quase metade dos entrevistados que ultrapassam cinco horas diárias de uso. Além disso, o estudo aponta que jovens de economias emergentes, como Brasil, Índia, México e África do Sul, estão na linha de frente do uso intensivo de tecnologia e de inteligência artificial.
Ao mesmo tempo, os pesquisadores alertam para os efeitos colaterais desse comportamento. O excesso de tempo de tela aparece associado à queda no bem-estar, aumento da fadiga mental, dificuldade de concentração e substituição de atividades offline.
Uso intenso de tecnologia e impacto no bem-estar
Outro dado relevante mostra que 48% dos brasileiros reconhecem que o tempo excessivo em telas reduz a satisfação com a vida. Além disso, a pesquisa indica maior dependência de interações sociais no ambiente digital, especialmente entre jovens adultos.
Enquanto isso, pessoas com 66 anos ou mais relatam efeitos emocionais neutros ou mínimos em relação ao uso de telas, o que reforça o recorte geracional identificado pelo estudo.
Especialistas defendem equilíbrio digital
Para a OCDE, o avanço da tecnologia exige uma mudança de postura. A recomendação passa por equilíbrio, estímulo a atividades offline, ampliação do repertório cultural e desenvolvimento de senso crítico, inclusive em relação ao uso da inteligência artificial.
O estudo reforça que o desafio não está apenas na adoção da tecnologia, mas em como ela é utilizada no dia a dia, sem comprometer a saúde mental, emocional e social.
Metodologia da pesquisa
A pesquisa ouviu 14.611 pessoas em países como Brasil, Estados Unidos, Alemanha, Japão, Índia e Reino Unido. Cada nação contou com cerca de mil participantes, respeitando critérios de diversidade socioeconômica e cultural. A coleta seguiu os padrões internacionais da OCDE.
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