IPCA-15 SOBE 0,25% EM DEZEMBRO E INFLAÇÃO FECHA 2025 DENTRO DA META

IPCA-15 registra alta de 0,25% em dezembro e encerra 2025 com inflação acumulada de 4,41%, dentro da meta do Banco Central.

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Foto: Reprodução / Internet

23/12/2025 ◦ Por: João Vitor Barros

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), prévia da inflação oficial, avançou 0,25% em dezembro, segundo dados divulgados nesta terça-feira (23) pelo IBGE. Com isso, a inflação acumulada em 2025 atingiu 4,41%, permanecendo dentro do intervalo de tolerância da meta estabelecida pelo Banco Central, que vai de 1,5% a 4,5%.

Apesar da leve aceleração em relação a novembro, quando o índice havia subido 0,20%, o resultado ficou ligeiramente abaixo das expectativas do mercado financeiro, que projetavam avanço de 0,27% no mês. Ainda assim, o indicador confirma um cenário de inflação controlada ao fim do ano.

IPCA-15

IPCA15 – Variação mensal (%) – Fonte: IBGE – Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15

Transportes lideram pressão sobre os preços

Entre os nove grupos de produtos e serviços pesquisados, sete apresentaram aumento de preços em dezembro. O maior impacto veio do grupo Transportes, que registrou alta de 0,69%, respondendo por 0,14 ponto percentual do resultado total do índice.

Dentro do grupo, as passagens aéreas se destacaram, com elevação de 12,71%, tornando-se o item de maior impacto individual no mês. Além disso, o transporte por aplicativo também contribuiu para a alta, ao subir 9,00%.

Por outro lado, os combustíveis apresentaram variação mais moderada, com aumento médio de 0,26%, enquanto quedas em itens como óleo diesel e gás veicular ajudaram a conter uma pressão ainda maior.

Alimentação no domicílio volta a aliviar o índice

Embora o grupo Alimentação e bebidas, de maior peso no índice, tenha registrado alta de 0,13%, os preços dos alimentos consumidos em casa caíram 0,08%, marcando o sétimo recuo consecutivo nesse segmento.

Itens como tomate, leite longa vida e arroz ficaram mais baratos em dezembro, contribuindo para aliviar o custo de vida das famílias. Em contrapartida, carnes e frutas apresentaram alta, o que limitou um alívio mais expressivo.

Já a alimentação fora do domicílio continuou pressionada e subiu 0,65%, reflexo do aumento nos preços de refeições e lanches, comportamento típico do período de festas.

Vestuário e serviços mantêm ritmo de alta

O grupo Vestuário também apresentou alta relevante, de 0,69%, puxada principalmente pelo aumento nos preços de roupas infantis, femininas e masculinas. Na sequência, o grupo Despesas pessoais avançou 0,46%, embora em ritmo menor do que em novembro.

Dentro desse grupo, a queda nos preços de hospedagem ajudou a conter a inflação. No entanto, serviços como cabeleireiro, barbeiro, empregado doméstico e pacotes turísticos seguiram em alta, mantendo pressão sobre o índice.

Queda em artigos de residência ajuda a equilibrar resultado

Em sentido oposto, o grupo Artigos de residência recuou 0,64%, influenciado principalmente pela redução nos preços de eletrodomésticos, equipamentos eletrônicos e itens de informática. Esse movimento contribuiu para compensar parte das altas observadas em outros grupos.

Avaliação econômica indica cautela para 2026

Na avaliação de economistas, o IPCA-15 de dezembro veio em linha com o esperado, mas a composição do índice acende um alerta, especialmente por causa do comportamento dos preços de serviços, que seguem elevados.

Apesar disso, o resultado confirma que o processo de desinflação continua em andamento. Ainda assim, o cenário exige cautela do Banco Central, já que uma desaceleração mais consistente dos serviços será necessária para sustentar um eventual ciclo de corte de juros em 2026.

O IPCA oficial de dezembro será divulgado em janeiro e deverá confirmar se a inflação encerrou o ano definitivamente dentro do intervalo da meta.

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