INFLAÇÃO NOS EUA SOBE 0,2% EM JANEIRO E FICA LIGEIRAMENTE ABAIXO DO ESPERADO

Inflação dos EUA sobe 0,2% em janeiro e acumula 2,4% em 12 meses, abaixo do esperado. Núcleo avança 0,3% e mercado monitora o Fed.

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Foto: Reprodução / Internet

13/02/2026 ◦ Por: João Vitor Barros

A inflação ao consumidor nos Estados Unidos avançou 0,2% em janeiro, conforme dados divulgados pelo Departamento do Trabalho dos Estados Unidos nesta sexta-feira (13). O resultado, embora represente alta em relação ao mês anterior, ficou levemente abaixo da expectativa do mercado, que projetava variação de 0,3%.

Além disso, no acumulado de 12 meses, o Índice de Preços ao Consumidor (CPI) registrou avanço de 2,4%, também inferior à mediana estimada por analistas ouvidos pela Reuters, que apontava 2,5%. Em dezembro, a taxa anual estava em 2,7%, o que indica, portanto, uma desaceleração no ritmo inflacionário.

Desaceleração anual e ajustes sazonais

Ainda que a inflação mensal tenha apresentado alta, o dado acumulado em 12 meses reforça a tendência de moderação observada nos últimos meses. Dessa forma, o cenário aponta para uma perda gradual de intensidade das pressões inflacionárias.

Além disso, o relatório de janeiro incorporou novos fatores de ajuste sazonal, recalculados com base nos movimentos de preços registrados ao longo de 2025. Vale lembrar que leituras anteriores sofreram impacto de paralisações temporárias do governo federal, o que gerou volatilidade estatística. Assim, economistas já esperavam um dado mais estável nesta divulgação.

Habitação pressiona; energia ajuda a conter avanço

Entre os principais componentes do índice, o setor de habitação voltou a exercer pressão, com alta de 0,2% no mês. Como esse item possui peso significativo na composição do CPI, seu impacto foi determinante para o resultado final.

Por outro lado, o índice de energia caiu 1,5%, contribuindo para limitar uma elevação mais forte da inflação. Paralelamente, os alimentos subiram 0,2%, tanto no consumo dentro de casa quanto fora do domicílio, embora este último tenha registrado avanço mais moderado, de 0,1%.

Núcleo da inflação avança 0,3%

Quando se excluem os itens mais voláteis — alimentos e energia —, o chamado núcleo do CPI avançou 0,3% em janeiro, após alta de 0,2% em dezembro. No acumulado de 12 meses, o núcleo registrou 2,5%, ligeiramente abaixo dos 2,6% do mês anterior.

Esse movimento reflete, em parte, reajustes típicos do início de ano e, adicionalmente, efeitos relacionados ao repasse de tarifas implementadas durante o governo de Donald Trump, segundo avaliações de analistas.

Reflexos na política monetária

Apesar da desaceleração no acumulado anual, a inflação permanece acima da meta de 2% perseguida pelo Federal Reserve. No mês passado, o banco central optou por manter a taxa básica de juros na faixa entre 3,50% e 3,75%, sinalizando cautela diante do cenário econômico.

Cabe destacar que o Fed utiliza principalmente o índice PCE (Personal Consumption Expenditures) como referência formal para sua meta inflacionária. No entanto, o CPI segue como um dos principais indicadores para medir o custo de vida da população e orientar expectativas do mercado.

Ao mesmo tempo, o mercado de trabalho continua mostrando resiliência. O crescimento do emprego acelerou em janeiro, enquanto a taxa de desemprego recuou de 4,4% para 4,3%. Diante desse quadro, investidores permanecem atentos aos próximos indicadores econômicos, que poderão influenciar as decisões futuras de política monetária nos Estados Unidos.

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