É OURO INÉDITO! LUCAS PINHEIRO BRAATHEN CONQUISTA A 1ª MEDALHA DO BRASIL NOS JOGOS OLÍMPICOS DE INVERNO
Lucas Pinheiro Braathen conquista ouro no slalom gigante e garante a 1ª medalha do Brasil na história dos Jogos Olímpicos de Inverno.
Foto: Reprodução / Internet
O Brasil escreveu, enfim, seu nome na história dos Jogos Olímpicos de Inverno. Neste sábado (14), em Milão-Cortina, na Itália, Lucas Pinheiro Braathen conquistou a medalha de ouro no slalom gigante do esqui alpino e garantiu o primeiro pódio olímpico de inverno do país e também da América do Sul.
Além de quebrar um tabu histórico, o atleta de 25 anos colocou o hino brasileiro no topo da principal competição de esportes na neve e no gelo do planeta.
Ver essa foto no Instagram
Domínio desde a primeira descida
Logo na primeira descida, Lucas mostrou que estava pronto para algo grande. Ele marcou 1min13s92 e assumiu a liderança entre os 81 competidores. Nenhum adversário conseguiu se aproximar de seu tempo.
Em seguida, na segunda e decisiva descida, o brasileiro manteve a consistência. Com desempenho seguro e estratégico, somou 2min25s00 no total e confirmou o ouro.
O suíço Marco Odermatt terminou com 2min25s58 e ficou com a prata. Já Loic Meillard completou o pódio com 2min26s17.
Dessa forma, Lucas não apenas venceu — ele controlou a prova do início ao fim.
Ver essa foto no Instagram
Marco histórico para o Brasil e o Hemisfério Sul
Com o resultado, o Brasil se tornou:
- O primeiro país da América do Sul a conquistar medalha nos Jogos de Inverno
- O terceiro país do Hemisfério Sul a subir ao pódio (ao lado de Austrália e Nova Zelândia)
- O nono país a conquistar ouro no slalom gigante olímpico
Até então, o melhor resultado brasileiro havia sido o 9º lugar de Isabel Clark no snowboard cross em Turim 2006. Posteriormente, Nicole Silveira alcançou a 13ª posição no skeleton em Pequim 2022.
Agora, porém, o cenário mudou completamente.
Pressão transformada em combustível
Lucas chegou aos Jogos como uma das grandes esperanças do Brasil. Ele ocupava a segunda posição no ranking mundial do slalom gigante e vinha de pódios importantes na Copa do Mundo.
Em entrevista antes da competição, ele deixou claro como encarava a expectativa:
“A pressão que eu trago para estes Jogos é algo que eu tento abraçar com gratidão. Se eu não estivesse aqui para fazer a diferença, por que estaria aqui?”
Na prática, ele cumpriu exatamente o que prometeu.
Da Noruega ao Brasil
Nascido em Oslo, na Noruega, Lucas é filho do norueguês Bjørn Braathen com a brasileira Alessandra Pinheiro de Castro, natural de Campinas. Criado entre duas culturas, ele sempre manteve forte ligação com o Brasil.
Depois de competir pela Noruega nos Jogos de 2022, Lucas se afastou do circuito. No entanto, em 2024, decidiu retomar a carreira e passou a representar oficialmente o Brasil.
Desde então, a identificação com o público brasileiro cresceu rapidamente. Ele virou xodó da torcida, ganhou bandeiras verdes e amarelas nas arquibancadas e passou a celebrar os pódios com danças que viralizaram nas redes sociais.
Porta-bandeira e inspiração
Além disso, Lucas foi porta-bandeira do Brasil na cerimônia de abertura, ao lado de Nicole Silveira. Na ocasião, ele destacou que queria ser uma fonte de inspiração.
Após o ouro, reforçou essa mensagem:
“Não importa de onde você seja. O que importa é o que existe aqui dentro.”
Ainda há mais por vir
E a história pode ganhar novos capítulos. Lucas volta à pista na segunda-feira (16) para disputar o slalom masculino, com descidas previstas para 6h e 9h30 (horário de Brasília).
Portanto, o Brasil já fez história. Agora, pode sonhar ainda mais alto.
Lucas Pinheiro Braathen é ouro — e o inverno nunca foi tão verde e amarelo.
Para saber mais sobre as noticias do Brasil e do mundo basta acessar o Rede Fonte News