JOÃO FONSECA VENCE FRANCÊS TOP 30 E AVANÇA ÀS OITAVAS DO MASTERS 1000 DE MONTE CARLO

Brasileiro supera Arthur Rinderknech em jogo duro de 2h32min, iguala melhor campanha recente do país no torneio e agora enfrenta Matteo Berrettini.

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Foto: Reprodução / Internet

08/04/2026 ◦ Por: João Vitor Barros

João Fonseca segue fazendo história no circuito mundial. Nesta quarta-feira, o brasileiro derrotou o francês Arthur Rinderknech por 2 sets a 1, com parciais de 7/5, 4/6 e 6/3, em 2h32min de partida, e garantiu vaga nas oitavas de final do Masters 1000 de Monte Carlo, em Mônaco. Assim, o carioca de 19 anos confirmou mais um resultado de peso na temporada e avançou em um dos torneios mais tradicionais do saibro.

Além da classificação, João mostrou maturidade para suportar um confronto duro contra um adversário experiente, dono de saque forte e bom jogo de rede. Ao longo da partida, o número 40 do mundo salvou 10 dos 12 break points que cedeu e, ao mesmo tempo, aproveitou quatro das sete chances de quebra que construiu. Dessa forma, transformou eficiência e paciência em armas decisivas para seguir vivo no torneio monegasco.

Brasileiro supera jogo complicado e valoriza chances criadas

Depois da vitória, João destacou justamente a dificuldade de encarar um rival que quebra o ritmo com frequência. Segundo o brasileiro, a chave esteve na consistência e no aproveitamento dos momentos decisivos.

“Foi um jogo que teve muitos altos e baixos, com um jogador que quebra muito o ritmo, com voleios e bons saques. Eu tentei colocar o máximo de bolas dentro de quadra. No final, foi o que eu tenho falado há muito tempo: aproveitar as oportunidades. Eu aproveitei o break point no penúltimo game e estou muito feliz com tudo que eu fiz hoje.”

A fala resume bem o roteiro da partida. Afinal, Fonseca precisou alternar agressividade com controle emocional, sobretudo nos momentos em que Rinderknech acelerou o jogo e tentou encurtar os pontos.

João começa melhor, sofre reação e fecha o primeiro set na hora certa

João iniciou o confronto em alto nível. Com bom aproveitamento no primeiro serviço, o brasileiro confirmou seus games sem sustos e ainda conseguiu a quebra logo no quarto game. Na sequência, abriu 4/1 e passou a impressão de que controlaria a parcial com tranquilidade.

No entanto, Rinderknech reagiu. O francês devolveu a quebra no sétimo game, empatou em 4/4 e voltou para a disputa. Mesmo assim, João não se desorganizou. Pelo contrário: manteve a concentração, seguiu firme nas trocas e, no 12º game, aproveitou o segundo set point para fechar a parcial em 7/5, depois de 55 minutos.

Francês cresce no segundo set e leva a decisão para a parcial final

No segundo set, o cenário ficou ainda mais complicado. João encontrou mais dificuldade para confirmar o serviço e precisou resistir à pressão constante do rival. Ainda assim, conseguiu abrir 1/0 depois de um game longo. Pouco depois, porém, o francês passou a comandar melhor os pontos e conseguiu a quebra no quinto game.

A partir daí, Rinderknech cresceu na parcial. Ele abriu 4/2, sustentou a vantagem e, embora João ainda tenha tido uma oportunidade de quebra no oitavo game, não conseguiu aproveitar. Com isso, o francês sacou em 5/4 e fechou o set em 6/4, deixando tudo igual no duelo.

Fonseca mantém a cabeça no lugar e decide no momento crucial

No terceiro set, João voltou mais firme mentalmente. Ele confirmou o primeiro saque sem sustos e, desde então, a parcial seguiu equilibrada, com os dois tenistas protegendo bem seus serviços. Mesmo assim, o brasileiro se mostrou mais pronto para aproveitar a primeira brecha real.

Essa chance apareceu no oitavo game. João chegou ao break point, viu o rival salvar a primeira oportunidade, mas continuou agressivo e forçou o erro de Rinderknech no momento seguinte. Assim, abriu 5/3 e foi sacar para fechar a partida. Sem tremer, confirmou o serviço com autoridade e encerrou o confronto em 6/3.

Próximo adversário será Matteo Berrettini

Agora, João Fonseca vai disputar uma vaga nas quartas de final contra Matteo Berrettini. Atual número 90 do mundo, o italiano já foi top 10 e chega embalado por uma vitória impressionante sobre Daniil Medvedev, ex-número 1 do mundo e atual décimo do ranking. Berrettini aplicou um duplo 6/0 no russo e se credenciou como um dos destaques da rodada em Monte Carlo.

Portanto, o desafio do brasileiro aumenta de tamanho nas oitavas. Ainda assim, João chega fortalecido pelo desempenho em Mônaco e pela consistência que vem apresentando nos grandes torneios da temporada.

Brasileiro iguala marca importante em Monte Carlo

A campanha já coloca João em posição de destaque no tênis brasileiro recente. Isso porque ele igualou o melhor resultado de Thomaz Bellucci em Monte Carlo, alcançado em 2012, quando também chegou às oitavas de final. Além disso, antes da participação de João neste ano, o último triunfo de um brasileiro no torneio havia acontecido justamente com Bellucci.

O peso do feito aumenta ainda mais porque esta é a primeira participação de Fonseca no Masters 1000 de Monte Carlo. Ou seja, logo na estreia no evento, o carioca já colocou seu nome entre as boas campanhas brasileiras na competição vencida duas vezes por Gustavo Kuerten, em 1999 e 2001.

Temporada ainda oferece chance de salto no ranking

A vitória também reforça o bom panorama do brasileiro na gira de saibro. Em 2026, João disputa seu sexto torneio e, até aqui, soma sete vitórias e cinco derrotas. Antes de Monte Carlo, ele já havia passado pelo Aberto da Austrália, ATP 250 de Buenos Aires, Rio Open, Masters 1000 de Indian Wells e Masters 1000 de Miami.

Além disso, a sequência da temporada pode favorecer uma subida importante no ranking. Até Roland Garros, João defenderá apenas 30 pontos. Se considerar também o segundo Grand Slam do ano, o total sobe para 140 pontos, ainda assim uma margem considerada positiva para quem busca crescimento no circuito. Depois de Monte Carlo, ele já tem presença confirmada nos Masters 1000 de Madri e Roma.

Monte Carlo reforça evolução do jovem brasileiro

Com mais uma vitória relevante no currículo, João Fonseca volta a mostrar que já compete de igual para igual com nomes consolidados do circuito. Mais do que o resultado, o brasileiro confirmou maturidade para suportar oscilações, administrar momentos de pressão e decidir uma partida longa no saibro contra um adversário perigoso.

Por isso, a classificação em Monte Carlo não representa apenas mais uma vitória. Ela também reforça a trajetória de crescimento de um jogador que, aos 19 anos, segue acumulando experiências importantes nos maiores palcos do tênis mundial.

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