LIDERANÇAS EVANGÉLICAS SE DIVIDEM SOBRE INDICAÇÃO DE JORGE MESSIAS AO STF
Pastores e bispos citam maior representatividade do segmento na Corte, enquanto parte da bancada evangélica critica a escolha e mantém resistência à nomeação
Lideranças evangélicas apresentam posições distintas sobre a indicação de Jorge Messias ao STF, feita pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. As manifestações variam entre apoio, críticas e análises mais cautelosas dentro do campo religioso.
Silas Malafaia, da Assembleia de Deus Vitória em Cristo, apesar de críticas ao perfil político de Messias, reconhece a prerrogativa do presidente na escolha. Estevam Hernandes, da Igreja Renascer em Cristo, e Robson Rodovalho, da Igreja Sara Nossa Terra, avaliam a indicação de forma positiva, destacando trajetória, competência e a identificação com valores cristãos. Teófilo Hayashi, do movimento Dunamis, entende que as reações ao nome refletem mais o contexto político do que propriamente uma divergência religiosa.
Entre as manifestações, o apóstolo César Augusto, da Igreja Fonte da Vida, menciona que, em sua avaliação, Messias reúne elementos considerados importantes dentro da fé evangélica e que isso pesa em sua leitura sobre a indicação.
“A primeira é ter Jesus Cristo como único salvador e como senhor da vida dele. A segunda é crer na Bíblia como a palavra de Deus. Isso eu ouvi da boca dele, conversando com ele. Para mim, com relação a ser evangélico, essas duas coisas são fundamentais. Para mim, é uma alegria tê-lo como ministro do Supremo. É mais um que vai nos ajudar nas nossas pautas”, disse César Augusto.