CONFLITO NO ORIENTE MÉDIO ACELERA CONSUMO GLOBAL DE RESERVAS DE PETRÓLEO

Conflito na região do Golfo interrompe rotas estratégicas de abastecimento e pressiona estoques mundiais, com risco de impacto direto nos preços da energia nos próximos meses.

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📷 Reprodução: internet

13/05/2026 ◦ Por: Segismar Júnior

A Agência Internacional de Energia, AIE, divulgou nesta quarta-feira, 13, um relatório apontando que o mundo está utilizando reservas estratégicas de petróleo em ritmo recorde diante das dificuldades no fornecimento vindas da região do Golfo. O cenário é consequência direta da intensificação do conflito envolvendo Irã e Estados Unidos, que tem comprometido rotas consideradas essenciais para o transporte internacional de energia.

De acordo com o levantamento, os estoques globais de petróleo caíram 117 milhões de barris em abril. Em março, a redução já havia sido ainda mais severa, chegando a 129 milhões de barris, logo após o início da ofensiva militar liderada pelos Estados Unidos contra o Irã, no fim de fevereiro.

A preocupação internacional aumentou após o fechamento do Estreito de Hormuz pelo governo iraniano. A região é considerada uma das principais rotas marítimas para o transporte de petróleo e gás natural no mundo. Paralelamente, os Estados Unidos ampliaram o bloqueio naval aos portos iranianos numa tentativa de dificultar as exportações de petróleo do país.

Com o avanço das tensões militares, o mercado internacional passou a registrar forte volatilidade nos preços da commodity. Diversos países começaram a utilizar reservas estratégicas para evitar impactos mais graves no abastecimento interno, especialmente na Ásia, onde várias economias dependem diretamente do petróleo produzido no Golfo.

Em resposta à crise, a Agência Internacional de Energia anunciou em março a liberação de 400 milhões de barris das reservas estratégicas pertencentes aos 32 países integrantes do grupo. Mesmo assim, especialistas avaliam que as interrupções persistentes no fornecimento podem pressionar ainda mais os preços globais da energia.

A entidade também revisou as projeções para o consumo mundial de petróleo. A expectativa agora é de uma redução de 2 milhões e 400 mil barris por dia na demanda global durante o segundo trimestre, reflexo das incertezas econômicas e do encarecimento do combustível em diferentes regiões do planeta.

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