FESTA DE LUXO, DINHEIRO PÚBLICO E MUITAS PERGUNTAS SEM RESPOSTA
Apuração da Polícia Federal sobre eventos no Rio de Janeiro e possíveis relações com movimentações financeiras envolvendo o Banco Master levanta questionamentos sobre gastos e influência política
Reprodução / Internet
Quinhentos mil reais por cabeça num evento folheado a ouro, diamante, pedras preciosas. Não era ervilha que estava servindo não.
Um negócio de louco.
E agora, claro, surgem os questionamentos.
A Polícia Federal está apurando possíveis relações entre esses encontros, essas reuniões, esses eventos regados a tudo quanto é luxo e aportes bilionários no Rio Previdência e também no Banco Master.
A pergunta que fica é simples: tem relação ou não tem?
O ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro tem que se explicar, porque o que está sendo investigado é justamente isso.
Depois desses encontros todos, dessas festas maravilhosas, houve movimentações financeiras que chamam atenção.
E eu vou repetir o que eu sempre digo: tem que investigar.
Investigação não pode ter lado.
Se tomou whisky, se participou de evento luxuoso, se esteve em ambiente com influência política e financeira, tudo tem que ser colocado na mesa.
Quem não deve, não teme.
Agora, o que chama atenção é a seletividade.
Porque quando a investigação começa, ela parece ter direção.
E isso, por si só, já é um problema.
Ontem mesmo foi noticiado que um ministro da Suprema Corte determinou apuração envolvendo um senador que teria buscado recursos para produção de um filme sobre o próprio pai.
E o mesmo ministro, segundo informações públicas, tem relação familiar com advogada ligada a contratos envolvendo o Banco Master.
É esse o retrato do Brasil.
E ninguém enxerga conflito.
E segue tudo normal.
Como se fosse parte do jogo.
Mas não deveria ser.