MOSQUITO DA DENGUE PODE TRANSMITIR DOENÇA GRAVE PARA CÃES E GATOS
Embora não contraiam dengue, pets podem desenvolver doenças graves transmitidas por mosquitos
📷: Reprodução / Internet
Quando se fala em mosquito da dengue, a preocupação geralmente está relacionada aos riscos para a saúde humana. No entanto, o Aedes aegypti também pode representar uma ameaça para cães e gatos ao participar da transmissão de doenças que afetam os animais de estimação.
Apesar de não desenvolverem dengue, zika ou chikungunya, os pets podem ser infectados por outras enfermidades transmitidas por mosquitos. Entre elas está a dirofilariose, conhecida popularmente como “verme do coração”.
A doença é causada pelo parasita Dirofilaria immitis, que pode ser transmitido por diferentes espécies de mosquitos, incluindo o Aedes aegypti. Após a picada, as larvas entram no organismo do animal e podem atingir o coração, os pulmões e os vasos sanguíneos.
Os cães são os mais afetados, mas os gatos também podem desenvolver a doença. Um dos principais desafios é que os sintomas costumam surgir apenas em estágios mais avançados, dificultando o diagnóstico precoce.
Entre os sinais de alerta estão tosse frequente, dificuldade para respirar, cansaço excessivo, perda de peso, desmaios e redução da disposição para atividades do dia a dia. Sem tratamento, a enfermidade pode evoluir para insuficiência cardíaca e até levar o animal à morte.
Pets não pegam dengue
Segundo especialistas, um dos equívocos mais comuns entre os tutores é acreditar que cães e gatos podem contrair dengue. Os veterinários esclarecem que isso não acontece. O perigo está em outras doenças transmitidas pelo mosquito, muitas vezes desconhecidas pela população.
Como proteger os animais
A prevenção começa com o combate aos focos do mosquito. Algumas medidas simples podem ajudar a reduzir significativamente os riscos:
- Eliminar recipientes com água parada;
- Manter caixas d’água sempre tampadas;
- Trocar diariamente a água dos bebedouros dos animais;
- Limpar regularmente quintais e jardins;
- Utilizar produtos repelentes específicos para cães e gatos, conforme orientação veterinária.
Coleiras antiparasitárias, pipetas e sprays aprovados para uso veterinário também podem contribuir para a proteção dos animais.
Além disso, consultas periódicas com o médico-veterinário são fundamentais para acompanhar a saúde dos pets e identificar precocemente possíveis doenças.
Prevenção protege toda a família
O combate ao Aedes aegypti não beneficia apenas os seres humanos. A redução dos focos do mosquito também ajuda a diminuir a circulação de agentes causadores de doenças em animais domésticos.
Por isso, especialistas reforçam que a prevenção deve ser encarada como uma responsabilidade coletiva, protegendo toda a família, inclusive os companheiros de quatro patas.