EL NIÑO AUMENTA RISCO DE ENCHENTES, SECAS E QUEIMADAS NO BRASIL
O fenômeno tem 63% de probabilidade de atingir intensidade muito forte entre o fim de 2026 e o início de 2027
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A confirmação do El Niño pela Administração Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA, na sigla em inglês) marca o início de uma nova fase de monitoramento dos impactos do fenômeno no Brasil. Com 63% de probabilidade de atingir intensidade muito forte entre o fim de 2026 e o início de 2027, o evento pode provocar mudanças significativas no regime de chuvas e nas temperaturas do país.
No Sul, a tendência é de precipitações acima da média, aumentando o risco de temporais, enchentes, alagamentos e deslizamentos, especialmente no Rio Grande do Sul, apontado pelo Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) como o estado com sinal mais robusto para episódios de chuva intensa.
Em contrapartida, o Norte e parte do Nordeste podem enfrentar redução das chuvas, temperaturas mais elevadas, estiagens prolongadas e maior risco de queimadas, sobretudo na Amazônia e no Pantanal.
Já no Sudeste e no Centro-Oeste, os efeitos tendem a ser mais irregulares, com períodos de calor persistente e alterações na distribuição das chuvas ao longo da estação chuvosa.