EXPORTAÇÕES DE FRANGO TÊM TERCEIRO MAIOR VOLUME DA HISTÓRIA EM MAIO
Embarques somaram 509,9 mil toneladas, segundo levantamento do Cepea com base em dados da Secex; receita mensal passou de US$ 1 bilhão
Foto: Reprodução / Internet
As exportações brasileiras de carne de frango registraram em maio o terceiro maior volume mensal da série histórica. Segundo levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada, o Cepea, com base em dados da Secretaria de Comércio Exterior, a Secex, os embarques somaram 509,9 mil toneladas no período.
Com isso, o resultado representou alta de 4,8% em relação a abril. Além disso, na comparação com maio de 2025, o avanço chegou a 29,6%.
Na série histórica iniciada em 1997, o volume de maio ficou atrás apenas de março de 2024, quando o Brasil exportou 514,6 mil toneladas, e de dezembro de 2025, com 510,9 mil toneladas.
Receita supera US$ 1 bilhão
Além do forte volume embarcado, a receita das exportações brasileiras de carne de frango também atingiu um marco histórico em maio.
De acordo com a Associação Brasileira de Proteína Animal, a ABPA, as vendas externas somaram US$ 1,009 bilhão no mês. Dessa forma, pela primeira vez, a receita mensal do setor superou a marca de US$ 1 bilhão.
Na comparação com maio de 2025, o valor cresceu 36,1%. Naquele período, as exportações haviam gerado US$ 741,2 milhões.
Acumulado do ano também cresce
Entre janeiro e maio de 2026, o Brasil exportou 2,453 milhões de toneladas de carne de frango. Assim, o volume acumulado ficou 8,7% acima do registrado no mesmo período de 2025, quando os embarques somaram 2,257 milhões de toneladas.
Já em receita, o crescimento acumulado foi de 11,3%. Nos cinco primeiros meses do ano, o setor movimentou US$ 4,714 bilhões, contra US$ 4,234 bilhões no mesmo intervalo do ano passado.
Segundo o Cepea, o ritmo das exportações vem se mantendo aquecido ao longo de 2026. Além disso, o desempenho reflete a demanda internacional pela proteína brasileira.
Oriente Médio impulsiona embarques
Entre os principais destinos da carne de frango brasileira, os países do Oriente Médio seguem com papel importante no desempenho do setor.
Em maio, a Arábia Saudita importou cerca de 39 mil toneladas da proteína brasileira. Com isso, o volume ficou 9% acima do registrado em abril.
Além disso, o país se consolidou como o terceiro principal destino das exportações brasileiras de carne de frango no mês.
Já os Emirados Árabes Unidos compraram 32,3 mil toneladas em maio. O volume representa alta de 68,8% em relação ao mês anterior, segundo o Cepea.
Dessa forma, os Emirados Árabes Unidos ocuparam a quarta posição entre os principais compradores da carne de frango brasileira.
China lidera compras em maio
De acordo com a ABPA, a China liderou as importações de carne de frango brasileira em maio. No período, o país comprou 48,3 mil toneladas, alta de 34,7%.
Na sequência, apareceram o Japão, com 43,2 mil toneladas, e a União Europeia, com 40,2 mil toneladas.
Além disso, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, África do Sul, México, Filipinas, Coreia do Sul e Reino Unido também ficaram entre os principais destinos do produto brasileiro.
Com esse desempenho, a proteína brasileira manteve presença em diferentes regiões. Ao mesmo tempo, o setor registrou crescimento em mercados tradicionais e em destinos considerados estratégicos.
Paraná lidera entre estados exportadores
No recorte por estados, o Paraná manteve a liderança nacional nas exportações de carne de frango. Em maio, o estado embarcou 213,9 mil toneladas, crescimento de 35,1% na comparação anual.
Em seguida, apareceram Santa Catarina, com 113,9 mil toneladas, e Rio Grande do Sul, com 62,9 mil toneladas.
Já São Paulo exportou 27,8 mil toneladas no mês. Além disso, Goiás embarcou 26,4 mil toneladas, alta de 26,4% na comparação com maio do ano passado.
Tensões logísticas não impediram avanço
Apesar das incertezas logísticas globais, as exportações brasileiras de carne de frango avançaram em maio. Segundo a ABPA, o setor enfrentou impactos relacionados às tensões no Oriente Médio e às rotas marítimas associadas ao Estreito de Ormuz.
Mesmo nesse cenário, o Brasil ampliou a presença em mercados estratégicos. Além disso, manteve forte atuação no Oriente Médio e avançou em destinos de maior valor agregado.
Para o presidente da ABPA, Ricardo Santin, o desempenho mostra a competitividade da cadeia produtiva brasileira.
“Os resultados foram conquistados em um ambiente marcado por incertezas logísticas globais e pelos impactos decorrentes das tensões no Oriente Médio, especialmente nas rotas marítimas associadas ao Estreito de Ormuz. Mesmo diante desse contexto, o Brasil ampliou significativamente sua presença em mercados estratégicos e de valor agregado, como Japão, União Europeia, Coreia do Sul e China, ao mesmo tempo em que mantivemos forte presença no Oriente Médio e ampliamos oportunidades em mercados emergentes”, afirmou.
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