MORAES DÁ 24 HORAS PARA BOLSONARO EXPLICAR ARMA APREENDIDA EM BLITZ
Ministro do STF quer esclarecimentos sobre armamento registrado em nome do ex-presidente que foi encontrado com um integrante de sua equipe de segurança no Distrito Federal.
Ton Molina/STF
A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) terá que explicar ao Supremo Tribunal Federal (STF), em 24 horas, a apreensão de uma arma de fogo de propriedade de Bolsonaro durante uma blitz da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF). A determinação é do ministro Alexandre de Moraes.
O episódio ocorreu na noite desta segunda-feira (15), por volta das 23h30. Policiais relataram ter abordado um militar que estava em um Honda Civic em um ponto de bloqueio no Pistão Norte, em Brasília. O veículo era conduzido por um servidor identificado como Estácio Leite da Silva Filho, que atua na segurança de Bolsonaro.
O militar afirmou integrar o Gabinete de Segurança Institucional (GSI) da Presidência da República e disse que estaria levando a arma para reparo, retornando posteriormente com o objeto para a residência do ex-presidente.
Na decisão, Moraes afirma querer saber o motivo de Bolsonaro manter uma arma de fogo em sua residência durante a prisão domiciliar e por que teria solicitado reparo no armamento.
“Diante do exposto, (…) determino, no prazo de 24h (vinte e quatro horas), que: 1) A Defesa de JAIR MESSIAS BOLSONARO se manifeste sobre o referido Boletim de Ocorrência, esclarecendo, inclusive, a razão pela qual o condenado mantinha uma arma de fogo em casa, com carregador sobressalente, e por que, às vésperas do encerramento do período de 90 (noventa) dias concedido a título de prisão domiciliar humanitária, o condenado solicitou a realização de reparo no armamento”, diz o documento.
Contudo, no despacho de Moraes, não há informação sobre eventual proibição de manutenção do armamento em casa nem se Bolsonaro teria violado alguma medida imposta nesse âmbito.