CONTA DE LUZ CONTINUA MAIS CARA EM JULHO COM MANUTENÇÃO DA BANDEIRA AMARELA
Aneel mantém cobrança adicional pelo quarto mês consecutivo devido ao período de estiagem
📷: Freepik
A bandeira tarifária amarela continuará em vigor durante o mês de julho de 2026. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) confirmou a manutenção da cobrança adicional de R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos, medida que permanece pelo quarto mês consecutivo.
Na prática, isso significa que os consumidores seguirão pagando um valor extra na conta de energia. Embora represente um aumento na tarifa, a bandeira amarela indica uma situação intermediária, menos crítica do que a bandeira vermelha, utilizada quando os custos de geração são ainda maiores.
A decisão foi tomada em razão das condições típicas do período de estiagem. Com a redução das chuvas, os níveis dos reservatórios das hidrelétricas diminuem, exigindo maior utilização das usinas termelétricas, cuja produção é mais cara.
Esse custo adicional é repassado aos consumidores por meio do sistema de bandeiras tarifárias, criado para sinalizar, de forma transparente, as condições de geração de energia elétrica no país. A bandeira amarela está em vigor desde abril e seguirá válida ao longo de julho.
Diante desse cenário, a Aneel orienta a população a adotar hábitos de consumo mais conscientes. Reduzir o tempo de banho com chuveiro elétrico, evitar desperdícios, utilizar eletrodomésticos de alto consumo apenas quando necessário e aproveitar a iluminação natural são atitudes que ajudam a diminuir o valor da fatura.
Como funciona a bandeira amarela?
As bandeiras tarifárias não representam um novo imposto nem uma cobrança criada pelas distribuidoras de energia. Elas funcionam como um sistema de sinalização que informa aos consumidores o custo da geração de eletricidade em cada período.
Como a matriz elétrica brasileira depende principalmente das usinas hidrelétricas, a falta de chuvas reduz o volume de água nos reservatórios e aumenta a necessidade de acionar usinas termelétricas, que possuem custo operacional mais elevado. Nesses casos, é aplicada uma cobrança adicional na conta de luz para compensar esse aumento nas despesas de geração.
Todos os meses, a Aneel define qual bandeira será aplicada com base em estudos e projeções elaborados pelo Operador Nacional do Sistema (ONS) e pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE). A informação é incluída na fatura pelas distribuidoras, permitindo que o consumidor acompanhe as condições do sistema elétrico.
O modelo utiliza as cores de um semáforo para facilitar o entendimento. A bandeira verde indica condições favoráveis e não gera cobrança adicional. A bandeira amarela sinaliza aumento moderado nos custos de produção, com pequeno acréscimo na tarifa. Já a bandeira vermelha aponta um cenário de maior custo na geração de energia e é dividida em dois níveis: o patamar 1, com cobrança adicional menor, e o patamar 2, aplicado quando os custos são ainda mais elevados.