PETROBRAS REDUZ PREÇO DO QUEROSENE DE AVIAÇÃO EM 14,5% A PARTIR DE JULHO

Corte de R$ 0,81 por litro será aplicado às distribuidoras e reflete o alívio das cotações internacionais do combustível

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Foto: Reprodução / Internet

01/07/2026 ◦ Por: João Vitor Barros

A Petrobras vai reduzir em 14,5% o preço do querosene de aviação, o QAV, vendido às distribuidoras a partir de julho.

Segundo a estatal, o corte representa uma queda de R$ 0,81 por litro em relação ao valor cobrado no mês anterior.

Além disso, a redução marca o segundo recuo consecutivo no preço do combustível usado por aviões comerciais.

Queda reflete alívio no mercado internacional

De acordo com a Petrobras, a queda ocorre após a diminuição dos efeitos das tensões geopolíticas no Oriente Médio sobre as cotações internacionais dos derivados de petróleo.

Nos últimos meses, o preço do QAV havia sido pressionado pela alta do petróleo no mercado externo. Além disso, os temores de interrupção no transporte da commodity pelo Estreito de Ormuz também influenciaram as cotações.

Com a redução anunciada para julho, o preço do querosene de aviação nas refinarias da Petrobras ficará entre R$ 4,67 e R$ 4,93 por litro.

Segundo corte seguido no combustível

Em junho, a Petrobras já havia reduzido o preço do QAV em 14,2%, o equivalente a R$ 0,93 por litro.

Antes disso, no entanto, o combustível vinha de uma sequência de aumentos. Em abril, a estatal reajustou o QAV em 55%. Depois, em maio, aplicou nova alta de 18%.

Mesmo com os dois cortes consecutivos, o querosene de aviação ainda acumula alta de 40,5% em 2026. Dessa forma, em comparação com dezembro de 2025, o litro do combustível continua R$ 1,39 mais caro.

QAV pesa nos custos das companhias aéreas

O querosene de aviação representa uma das principais despesas operacionais das companhias aéreas.

Por isso, altas no preço do petróleo ou do dólar costumam pressionar os custos das empresas. Em alguns casos, esse movimento também pode influenciar o valor das passagens.

No entanto, a redução anunciada pela Petrobras não significa queda imediata nos preços pagos pelos passageiros. Afinal, outros fatores também entram no cálculo das tarifas, como demanda, câmbio, concorrência e custos operacionais.

Passagens subiram em maio

Segundo dados da Agência Nacional de Aviação Civil, o preço médio das passagens domésticas chegou a R$ 632,53 em maio, alta de 11,2% em relação ao mesmo mês de 2025.

No mesmo período, de acordo com a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis, o litro do querosene de aviação atingiu R$ 6,46, avanço de 68,5% na comparação anual.

Reajuste ocorre no início de cada mês

A Petrobras reajusta o preço do QAV no início de cada mês, conforme os contratos firmados com as distribuidoras.

A estatal vende o combustível produzido em suas refinarias ou importado. Depois disso, as distribuidoras transportam o QAV e revendem o produto para companhias aéreas, outros consumidores finais nos aeroportos e revendedores.

Atualmente, a Petrobras responde por cerca de 85% da produção nacional de querosene de aviação, enquanto o mercado permanece aberto à atuação de outras empresas produtoras e importadoras.

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