GASOLINA COM MAIS ETANOL: VEJA COMO PROTEGER O CARRO E EVITAR PROBLEMAS
Mistura passou de 30% para 32% de etanol anidro; veículos antigos e modelos que usam apenas gasolina exigem mais atenção
📷 Marcelo Camargo/Agência Brasil
A gasolina comum vendida nos postos passou a ter 32% de etanol anidro na composição. Antes, eram 30%. A mudança gera dúvidas entre os motoristas, principalmente entre quem possui carros mais antigos ou modelos que funcionam exclusivamente com gasolina.
Nos veículos flex mais novos, o sistema eletrônico é preparado para trabalhar com diferentes tipos de combustível e fazer os ajustes necessários no funcionamento do motor.
Já nos carros antigos, principalmente os carburados, é importante ter mais atenção. Alguns componentes do sistema de combustível podem não ter sido projetados para lidar com concentrações maiores de etanol.
Isso não significa, porém, que a nova gasolina vai causar problemas em todos os veículos antigos. A alteração de 30% para 32% não provoca, automaticamente, danos ao motor.
O que mudou na gasolina?
A mudança representa um aumento de dois pontos percentuais na quantidade de etanol anidro presente na gasolina comum.
Antes, a mistura tinha 70% de gasolina e 30% de etanol. Agora, são 68% de gasolina e 32% de etanol.
A gasolina premium continua com uma proporção diferente, de 25% de etanol.
Também é importante não confundir gasolina premium com gasolina aditivada. A gasolina aditivada recebe substâncias que ajudam na limpeza e no funcionamento do sistema de combustível, mas isso não significa que tenha menos etanol.
Quais carros precisam de mais atenção?
Os principais cuidados são para veículos antigos, carburados e modelos importados que foram desenvolvidos exclusivamente para funcionar com gasolina.
Os carros flex modernos são preparados para trabalhar tanto com gasolina quanto com etanol. Por isso, a mudança na proporção da mistura tende a ter pouco impacto nesses veículos.
Em modelos mais antigos, entretanto, é importante observar componentes como mangueiras, borrachas, vedações e outras peças que fazem parte do sistema de alimentação do motor.
Escolha bem o posto de combustível
Outra recomendação importante é abastecer sempre em postos de confiança.
A nova mistura com 32% de etanol faz parte da especificação oficial da gasolina comum e não significa que o combustível esteja adulterado.
O problema está no combustível que não segue os padrões estabelecidos. Nesse caso, podem surgir falhas no funcionamento do veículo, independentemente da nova composição.
Por isso, o motorista deve desconfiar de preços muito abaixo da média praticada na região e procurar estabelecimentos confiáveis.
Vale a pena usar gasolina premium?
A gasolina premium tem 25% de etanol e pode ser uma opção para alguns motoristas que buscam uma concentração menor do biocombustível.
Também é possível fazer uma combinação entre gasolina comum e premium para chegar a uma proporção intermediária de etanol. No entanto, essa prática aumenta o custo do abastecimento e não é necessária para a maioria dos veículos.
Além disso, a gasolina premium costuma ser mais cara e seu uso deve seguir as recomendações da fabricante do veículo.
Consulte o manual do veículo
Quem tem dúvidas sobre a nova composição deve consultar o manual do proprietário e verificar as orientações da fabricante.
A atenção deve ser maior no caso de carros antigos, carburados ou importados que utilizam exclusivamente gasolina.
Depois de abastecer, o motorista também deve ficar atento a sinais diferentes no veículo, como dificuldade para dar partida, falhas no motor ou mudanças no funcionamento.
Se algum desses problemas aparecer, o ideal é procurar uma oficina especializada para identificar a causa.
A mudança de 30% para 32% de etanol não significa que todos os carros terão problemas. Os efeitos podem variar de acordo com o modelo, a idade e as condições de conservação do veículo.
Para quem tem um carro flex moderno, a alteração tende a ser tranquila. Já os proprietários de veículos antigos ou exclusivamente a gasolina devem ficar mais atentos às recomendações do fabricante e ao comportamento do automóvel.