ZANIN ACOMPANHA DINO E GILMAR E VOTA PELA UNIÃO DOS CASOS DE MORAES E MENDONÇA
Voto levou o placar para 3 a 1 a favor da análise conjunta dos processos no caso Banco Master
Rosinei Coutinho / STF
O ministro Cristiano Zanin acompanhou os votos de Flávio Dino e Gilmar Mendes e defendeu que os casos envolvendo Alexandre de Moraes e André Mendonça sejam analisados em conjunto pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Com o voto de Zanin, o placar da questão de ordem ficou em 3 a 1 pela união dos processos. A votação ainda não foi concluída.
Gilmar Mendes foi quem apresentou a proposta para reunir os casos e defendeu a redistribuição dos processos relacionados a Moraes. Segundo o decano, a medida permitiria uma análise conjunta das questões envolvendo o ministro.
Flávio Dino também votou pela união dos casos e criticou a decisão de Edson Fachin de assumir processos que estavam sob responsabilidade de Mendonça. Para Dino, não há previsão constitucional ou regimental para que o presidente do STF assuma processos de outro ministro sem a devida redistribuição.
Fachin, por outro lado, votou para manter os casos separados. O presidente da Corte também rejeitou a redistribuição dos processos relacionados a Moraes e defendeu a continuidade da análise nesta sessão.
A discussão ocorre durante o julgamento que analisa se Moraes deve ser investigado por possíveis relações com Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master. A Polícia Federal identificou 52 mensagens trocadas entre o ministro e o banqueiro, além de encontros entre os dois. O relatório também cita um contrato de R$ 130 milhões envolvendo o Banco Master e o escritório de advocacia da esposa de Moraes, Viviane Barci de Moraes.
Moraes nega ter favorecido Vorcaro ou o Banco Master.
A sessão desta terça-feira (15) também foi marcada por confrontos entre ministros. Gilmar Mendes acusou Mendonça de atuação com viés político-eleitoral, enquanto Mendonça classificou a declaração como leviana. Moraes também entrou em confronto com Mendonça durante os trabalhos.
A votação da questão de ordem continua no plenário do STF, com outros ministros ainda pendentes de voto.