ICMS SOBRE GASOLINA, DIESEL E GÁS DE COZINHA VAI SUBIR EM 2027; VEJA VALORES

Novas alíquotas entram em vigor em fevereiro de 2027. Diesel terá o maior reajuste, de 11,1%, seguido pelo gás de cozinha e pela gasolina

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Foto: Reprodução / Internet

29/10/2026 ◦ Por: João Vitor Barros

O Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre gasolina, diesel e gás de cozinha terá um novo aumento em 2027. Os estados e o Distrito Federal aprovaram os reajustes por meio do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz). As novas alíquotas começam a valer em 1º de fevereiro de 2027.

O diesel terá o maior aumento, de 11,1%. Enquanto isso, o gás de cozinha terá reajuste de 4,8%, e a gasolina registrará elevação de 4,5%.

Com a mudança, o imposto sobre a gasolina passará de R$ 1,57 para R$ 1,64 por litro. Já no diesel, o valor aumentará de R$ 1,17 para R$ 1,30 por litro. No caso do gás de cozinha, o ICMS subirá de R$ 1,47 para R$ 1,54 por quilo.

Veja os novos valores do ICMS sobre combustíveis

Os reajustes foram estabelecidos por dois convênios aprovados pelo Confaz e publicados no Diário Oficial da União em 28 de outubro.

Confira como ficam os valores a partir de fevereiro de 2027:

Combustível Valor atual Novo valor Aumento
Gasolina (por litro) R$ 1,57 R$ 1,64 4,5%
Diesel (por litro) R$ 1,17 R$ 1,30 11,1%
Gás de cozinha (por kg) R$ 1,47 R$ 1,54 4,8%

 

Dessa forma, o imposto aumentará R$ 0,07 por litro de gasolina e R$ 0,13 por litro de diesel. Para o gás de cozinha, a elevação será de R$ 0,07 por quilo.

Diesel terá o maior reajuste em 2027

Entre os três produtos, o diesel registrará o maior aumento proporcional do ICMS.

Atualmente, a cobrança é de R$ 1,17 por litro. Entretanto, a partir de fevereiro de 2027, o imposto passará para R$ 1,30, uma elevação de 11,1%.

Além disso, o diesel é utilizado no transporte de cargas, no transporte coletivo e em diversas atividades produtivas. Por isso, alterações em seus custos podem influenciar despesas de transporte e distribuição de mercadorias.

No entanto, o aumento do tributo não significa necessariamente que os postos aplicarão exatamente o mesmo reajuste ao consumidor. O preço final também depende de fatores como produção, distribuição e margens de comercialização.

Gasolina terá aumento de 4,5% no imposto

No caso da gasolina, a nova alíquota representará um aumento de R$ 0,07 por litro.

Assim, o ICMS passará dos atuais R$ 1,57 para R$ 1,64, o equivalente a uma alta de 4,5%.

Por exemplo, em um abastecimento de 50 litros, a diferença na parcela correspondente ao imposto será de R$ 3,50.

Entretanto, esse cálculo considera apenas a mudança tributária. O valor efetivamente pago pelo motorista dependerá do preço praticado pelos postos.

Gás de cozinha também ficará sujeito a imposto maior

O gás liquefeito de petróleo (GLP), utilizado principalmente como gás de cozinha, também terá uma nova alíquota de ICMS.

A cobrança passará de R$ 1,47 para R$ 1,54 por quilo, um aumento de 4,8%.

Dessa forma, em um botijão tradicional de 13 quilos, o valor correspondente ao ICMS passará de R$ 19,11 para R$ 20,02.

Isso representa uma diferença de R$ 0,91 por botijão apenas na parcela do imposto.

Assim como acontece com os combustíveis vendidos nos postos, o preço final do gás dependerá de outros custos envolvidos na comercialização.

Como o governo calcula o reajuste do ICMS?

A atualização das alíquotas ocorre anualmente e considera os preços médios dos combustíveis divulgados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

Para definir os valores de 2027, o Confaz comparou os preços registrados entre fevereiro e setembro de 2026 com os do mesmo período de 2025.

Além disso, a cobrança utiliza o modelo de tributação monofásica, previsto na Lei Complementar nº 192/2022.

Nesse sistema, o ICMS possui valores fixos por unidade de combustível, em vez de uma alíquota percentual aplicada diretamente sobre o preço final de venda.

Com a nova atualização, o Brasil terá o terceiro reajuste anual consecutivo do imposto sobre esses produtos.

Estados avaliam nova revisão do imposto sobre diesel

Além dos aumentos já aprovados, os estados discutem a possibilidade de antecipar uma eventual atualização do ICMS sobre o diesel.

Segundo o comunicado do Confaz, a avaliação considera a instabilidade dos preços internacionais dos derivados de petróleo.

No entanto, ainda não há definição sobre uma nova alteração.

Por enquanto, os valores estabelecidos nos Convênios ICMS nº 127 e nº 128, de 27 de outubro de 2026, são os previstos para produzir efeitos a partir de 1º de fevereiro de 2027, após o procedimento de ratificação nacional.

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