8 DE CADA 10 BRASILEIROS SENTIRAM O AUMENTO DA TARIFA DE ENERGIA EM 2024, DIZ PESQUISA
O aumento da tarifa de energia elétrica em 2024 impactou diretamente o bolso dos brasileiros. Em outubro do ano passado, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) ativou a bandeira vermelha nível 2 após três anos, resultando em um acréscimo de R$ 7,87 a cada 100 quilowatt-hora (kWh) consumidos.
Diante desse cenário, consumidores buscam formas de economizar
O aumento da tarifa de energia elétrica em 2024 impactou diretamente o bolso dos brasileiros. Em outubro do ano passado, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) ativou a bandeira vermelha nível 2 após três anos, resultando em um acréscimo de R$ 7,87 a cada 100 quilowatt-hora (kWh) consumidos.
Apesar de 2025 ter retornado à bandeira verde, que não cobra taxas extras, os reflexos do reajuste anterior ainda afetam a população. De acordo com um estudo realizado por uma plataforma de energia solar por assinatura, 80% dos brasileiros sentiram o encarecimento da conta de luz no último ano.
Entre os principais fatores que contribuíram para o aumento estão as mudanças climáticas, que provocaram secas prolongadas e chuvas abaixo da média, elevando os custos de geração de energia.
A pesquisa revela ainda que 60% dos entrevistados pretendem adotar medidas para diminuir a fatura em 2025. As estratégias mais citadas incluem a compra de eletrodomésticos mais eficientes (25%), a adoção de energia solar (22%) e o uso de aplicativos para monitorar o consumo (11%).
Uma outra alternativa que ganha destaque é a Geração Distribuída, modelo que pode ser utilizado em residências, comércios e pequenos negócios. Segundo Tadeu Casqueira, analista de Marketing da BC Energia, essa opção permite economia sem a necessidade de investir em placas solares. “A energia é gerada em fazendas solares e compartilhada com os consumidores por meio da rede da distribuidora, garantindo até 18% de redução na conta de luz. O consumidor não precisa fazer alterações na estrutura elétrica do imóvel”, explica. Para aderir, basta ter uma conta de luz a partir de R$ 200, sem custos de instalação ou adesão.
Já para grandes consumidores, como indústrias e empresas com transformadores próprios, o Mercado Livre de Energia surge como uma opção vantajosa. Nesse modelo, as empresas podem escolher seus fornecedores, garantindo preços mais competitivos e maior previsibilidade nos custos.
Quanto ao cenário tarifário para 2025, o diretor-geral da Aneel, Sandoval Feitosa, afirma que ainda não é possível definir um padrão. A definição das bandeiras tarifárias depende do nível dos reservatórios das usinas hidrelétricas, que será avaliado no início do período seco, a partir de maio. Feitosa adianta que, durante momentos de maior estresse hídrico, é possível que sejam aplicadas bandeiras amarela ou vermelha, com cobranças adicionais na conta de luz.
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