NA ONU, LULA VOLTA A CRITICAR ISRAEL: “DIREITO DE DEFESA VIROU DIREITO DE VINGANÇA”
Durante seu discurso na abertura da 79ª Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU), em Nova York, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a criticar Israel.
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Reprodução / AFP
Durante seu discurso na abertura da 79ª Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU), em Nova York, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a criticar Israel.
Na manhã desta terça-feira, 24, Lula afirmou que “o que começou como uma ação temporária de fanáticos contra civis israelenses inocentes tornou-se punição coletiva de todo o povo palestino”.
Ele acrescentou que “o direito de defesa transformou-se no direito de vingança, o que impede um acordo para a liberação de reféns e adia o cessar-fogo”.
O presidente também destacou que, na Faixa de Gaza e na Cisjordânia, “assistimos a uma das maiores crises humanitárias da história recente, que agora se expande perigosamente para o Líbano”.
Na segunda-feira, 23, o Ministério das Relações Exteriores já havia criticado Israel por meio de uma nota publicada pelo Itamaraty. No comunicado, que não contou com a assinatura do chanceler Mauro Vieira, o órgão condenou os “contínuos ataques” promovidos por Israel no sul do Líbano.
No entanto, o documento não menciona que a região serve como base para o grupo Hezbollah, que há décadas realiza ataques contra o território israelense.