JOGADOR PRESO NA INDONÉSIA: AMERICANO PODE ENFRENTAR PENA DE MORTE APÓS IMPORTAR GOMAS DE CANNABIS

Jarred Shaw, foi detido com gomas de cannabis e pode enfrentar prisão perpétua ou até pena de morte sob as rígidas leis antidrogas do país.

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Foto: Reprodução / Rede Social

03/10/2025 ◦ Por: João Vitor Barros

O caso do jogador preso na Indonésia chocou o mundo esportivo. Jarred Shaw, astro do basquete local, foi detido em maio acusado de tráfico internacional de drogas. A prisão aconteceu quando o atleta, de 35 anos, desceu para receber um pacote contendo 132 gomas de cannabis importadas ilegalmente da Tailândia.

Leis severas e consequências

De fato, a Indonésia tem uma das legislações antidrogas mais rigorosas do planeta. Por isso, o jogador preso na Indonésia corre o risco de receber prisão perpétua ou até mesmo a pena de morte por fuzilamento. As autoridades afirmam que a denúncia partiu da alfândega do aeroporto Soekarno-Hatta, que rastreou a encomenda suspeita. Além disso, vídeos circularam nas redes sociais mostrando Shaw resistindo à prisão e gritando por socorro.

Defesa: uso medicinal da cannabis

Em contrapartida, Shaw declarou que não é traficante. Segundo ele, as gomas servem para tratar a doença de Crohn, uma inflamação intestinal incurável.

“Uso a cannabis para fins medicinais. Não há outro medicamento que pare minhas dores”, disse ao The Guardian.

Ainda segundo o jogador, o agravamento do quadro de saúde o levou a buscar a substância na Tailândia, onde o consumo de cannabis foi descriminalizado em 2022.

Demissão imediata e banimento vitalício

Logo após a prisão, as consequências no esporte foram duras. O Tangerang Hawks, equipe que Shaw defendia, rescindiu o contrato do atleta. Em seguida, a Liga Indonésia de Basquete anunciou o banimento vitalício, afastando-o de qualquer possibilidade de retorno.

“Não há espaço para usuários de drogas no basquete”, reforçou Budisatrio Djiwandono, presidente da liga.”

Apoio internacional

No entanto, o caso mobilizou ativistas. O Last Prisoner Project (LPP), entidade que defende a revisão de penas relacionadas à cannabis, assumiu a defesa. O advogado Donte West destacou que:

“A cannabis não mata, mas a posse dela pode. Estamos empenhados em garantir que Jarred volte para casa.”

Contexto maior sobre drogas no país

Para entender melhor a gravidade da situação, é importante destacar que a Indonésia se tornou um grande centro de contrabando de drogas, apesar das regras extremamente rígidas. Atualmente, cerca de 530 pessoas estão no corredor da morte, incluindo 96 estrangeiros. A última execução ocorreu em 2016.

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