ESTADOS UNIDOS EXIGEM LIBERTAÇÃO DE LÍDERES CRISTÃOS PRESOS NA CHINA
Governo americano condena perseguição religiosa e pede soltura imediata do pastor Ezra Jin Mingri e de outros membros da Igreja Zion
📷: AP Photo/Ng Han Guan
Os Estados Unidos exigiram a libertação de 30 líderes cristãos da Igreja Zion, incluindo o fundador Jin Mingri, detido em sua casa por dez policiais após uma série de prisões noturnas no último fim de semana.
A Zion Church é uma das maiores redes de igrejas domésticas da China e tem sido alvo de perseguição pelo Partido Comunista Chinês, que mantém rígido controle sobre a prática religiosa, permitindo apenas igrejas sancionadas pelo Estado.
O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, pediu a libertação imediata dos líderes cristãos. “Os Estados Unidos condenam a recente detenção, pelo Partido Comunista Chinês, de dezenas de líderes da Igreja de Sião, incluindo o proeminente pastor Mingri ‘Ezra’ Jin. Apelamos à sua libertação imediata”, escreveu ele na rede social X.
Já o vice-presidente dos EUA, Mike Pence, declarou que “a perseguição religiosa na China continua, com relatos da prisão do pastor de uma das maiores igrejas clandestinas do país e de dezenas de líderes religiosos em todo o território”. O político acrescentou que “o Partido Comunista Chinês deve libertar o pastor Ezra Jin Mingri e outros líderes cristãos imediatamente. Este ataque ao cristianismo não prevalecerá”, afirmou.
O ex-secretário de governo e ex-diretor da CIA, Mike Pompeo, também se pronunciou. Em sua conta no X, escreveu que “a prisão do pastor Ezra Jin Mingri pelo crime de proclamar o Evangelho é profundamente preocupante. A China é a maior ameaça à liberdade religiosa na Terra”.
Criada em 2007, em Pequim, a Igreja Zion reúne cristãos em casas sem registro oficial do governo. A denominação está presente em mais de 40 cidades, atuando principalmente por meio de trabalhos em educação, apoio familiar e ministério online.
Nos últimos meses, igrejas domésticas consideradas ilegais pelo Partido Comunista Chinês têm sofrido forte repressão, com cultos interrompidos e líderes presos.
Atualmente, segundo a Lista Mundial da Perseguição 2025, divulgada pela Missão Portas Abertas, a China ocupa o 15º lugar entre os países que mais perseguem cristãos. No país, crianças e adolescentes são proibidos de frequentar cultos e líderes religiosos são constantemente vigiados.