BRASIL BATE RECORDE HISTÓRICO NA EXPORTAÇÃO DE CARNE BOVINA EM OUTUBRO E ARROBA VOLTA A SUBIR

O Brasil registrou em outubro o maior volume de exportações de carne bovina da história.

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Foto: Reprodução / Rede Social

08/11/2025 ◦ Por: João Vitor Barros

O Brasil registrou um recorde histórico nas exportações de carne bovina em outubro de 2025. Segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), o país embarcou mais de 448 mil toneladas equivalentes de carcaça, consolidando o melhor resultado mensal desde o início da série histórica, em 1997. O faturamento, por sua vez, alcançou US$ 1,9 bilhão, representando uma alta de 39,1% em relação ao mesmo período de 2024.

Esse desempenho expressivo reforça o protagonismo brasileiro no mercado global de proteína animal e demonstra, mais uma vez, a força do agronegócio nacional.

Arroba valorizada e mercado aquecido

Enquanto o comércio exterior mostra recordes, o mercado interno também vive um bom momento. O indicador Datagro apontou que o preço da arroba do boi gordo voltou a subir. Em São Paulo, a cotação média ficou em R$ 322,73 nesta quinta-feira (6).

De acordo com a analista de mercado Isabela Ingracia, as escalas de abate continuam confortáveis, próximas de 10 dias corridos, o que mantém as cotações firmes.

Além disso, o bom desempenho das exportações tem sustentado o otimismo entre pecuaristas e indústrias frigoríficas.

“Nunca foi embarcada tanta carne bovina pelo Brasil. Esse resultado é fruto da diversificação dos destinos e da retomada da confiança internacional no país como principal fornecedor global da proteína”, explicou Isabela.

China segue como principal destino

Entre os principais compradores, a China continua sendo o maior destino da carne bovina brasileira, respondendo por 53,7% de tudo que foi exportado. Em seguida, aparecem Chile, Filipinas, Estados Unidos e México.

Somente o mercado chinês movimentou US$ 7,1 bilhões no acumulado do ano, o que representa um crescimento de 45,9% em relação a 2024. No total, as exportações brasileiras de carne bovina somaram US$ 13,1 bilhões entre janeiro e outubro de 2025, superando em quase US$ 3 bilhões o recorde anterior, registrado em 2022.

Em volume, o país embarcou 2,5 milhões de toneladas, o que significa uma alta de 16,6% frente ao mesmo período do ano passado. Dessa forma, o Brasil amplia ainda mais sua liderança mundial no fornecimento da proteína.

Desafios: dólar e tarifas externas

Contudo, nem tudo é cenário positivo. Apesar dos números recordes, o setor enfrenta desafios cambiais e comerciais. A baixa do dólar tem reduzido as margens de exportação, pressionando a rentabilidade das indústrias frigoríficas. Ainda assim, os preços internacionais seguem superiores aos de 2024, o que garante boa rentabilidade em dólar.

Por outro lado, o impacto das tarifas impostas pelos Estados Unidos tem preocupado o setor. As taxas adicionais de 50% sobre a carne bovina brasileira, em vigor desde agosto, provocaram uma queda de mais de 50% nos embarques para o mercado norte-americano.

Mesmo assim, o bom desempenho em outros mercados — como Emirados Árabes Unidos, China e Chile — compensou as perdas e manteve o setor com saldo positivo.

Soja e carne seguem liderando o agro brasileiro

Enquanto isso, a soja e a carne bovina continuam liderando as exportações do agronegócio brasileiro.
Segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), as vendas externas de soja somaram US$ 2,93 bilhões em outubro, com alta de 9,8% frente ao ano anterior. Já a carne bovina ficou em US$ 1,07 bilhão, com crescimento de 10,5% em relação ao mesmo mês de 2024.

Além disso, o ministério destacou o bom desempenho dos embarques para países árabes e asiáticos, o que ajudou a equilibrar o resultado geral do agro no mês.

Por outro lado, o café foi uma das exceções. O setor sofreu com as tarifas adicionais dos EUA, o que resultou em queda de 23,9% na receita e 18% em volume exportado em outubro. Ainda assim, no acumulado do ano, o café mostra um cenário mais favorável, com alta de 31,9% em valor, impulsionada pela forte valorização dos preços internacionais, que subiram 63% em 2025.

Panorama final

Dessa forma, o Brasil fecha outubro consolidando-se como líder absoluto nas exportações de carne bovina. A demanda crescente da Ásia, somada à valorização da arroba e à capacidade de adaptação do setor agropecuário, reforça o protagonismo nacional no cenário global.

Por fim, os recordes de volume e receita comprovam que o agronegócio brasileiro segue como pilar essencial da economia, mantendo o país como referência mundial em proteína animal.

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