“A ESPERA QUE CUSTA VIDAS”

Falta de medicamentos de alto custo no SUS expõe pacientes a interrupções de tratamento e riscos graves

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Reprodução / Internet

08/06/2026 ◦ Por: Fábio Sousa

Os números são alarmantes e revelam uma realidade que não pode ser ignorada.

Você tem aí uma informação oficial de mais de 33 mil relatos de pacientes que precisavam receber medicamentos de altíssimo custo e não receberam. Estamos falando de pessoas que dependem desses remédios para manter a própria vida.

São pessoas que precisam de insulina, por exemplo, para viver. São pessoas que precisam de medicamentos que custam valores absurdos. Um tratamento contra o câncer, por exemplo, pode custar sete mil reais por mês. Como uma pessoa que ganha dois salários mínimos consegue pagar isso?

Não consegue.

Por isso ela precisa da ajuda do poder público. Precisa dos programas que existem justamente para garantir esse acesso. Nós temos o SUS, e o Sistema Único de Saúde garante esse atendimento à população. O brasileiro já paga por isso e a gente não pode simplesmente deixar as pessoas morrerem.

E há, inclusive, casos de decisões judiciais determinando que o Estado pague pelo tratamento, mas o medicamento continua sem chegar.

Dito isso, o governo precisa tomar providências. Questão de medicamento não é questão de direita ou esquerda. É questão de vida.

Não é questão de Bolsonaro ou Lula. É questão de vida.

As pessoas precisam tomar seus remédios. E são remédios caros, absurdamente caros.

Estamos falando de remédios de altíssimo custo. Se o paciente não tomar, o que acontece?

Morre.

Simples assim.

É pai de família, mãe de família, filho de alguém, esposa de alguém, marido de alguém.

Vai ficar por isso mesmo?

Não.

A gente precisa mudar isso também. Não dá para as pessoas continuarem sofrendo por falta de medicamentos que podem manter suas vidas.

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