ALTA DA CARNE DEVE SE MANTER EM 2026 COM PRESSÃO DAS EXPORTAÇÕES E LIMITES DA CHINA

Restrição da China às importações e aumento das exportações brasileiras devem manter pressão sobre os preços da carne bovina em 2026.

CARNE

📷 Reprodução: Internet

27/04/2026 ◦ Por: Segismar Júnior

O preço da carne bovina no Brasil já segue em patamar elevado e a tendência é de que os valores continuem altos ao longo de 2026. O movimento é influenciado principalmente por mudanças no mercado internacional, com destaque para as novas regras de importação impostas pela China.

O país asiático estabeleceu uma cota anual para a compra de carne brasileira. A partir de 2026, o limite será de pouco mais de 1,1 milhão de toneladas, com tributação elevada para volumes acima desse teto, o que deve desestimular exportações extras.

Apesar da expectativa inicial de que isso pudesse aumentar a oferta interna e reduzir preços, o cenário pode ser o oposto. Frigoríficos tendem a ajustar o ritmo de abate para evitar excesso de produto no mercado, o que reduz a oferta e mantém os preços elevados.

O Brasil segue com forte desempenho nas exportações, especialmente para a China, principal destino da carne bovina nacional. No mercado interno, a arroba do boi gordo já registra altas expressivas, refletindo diretamente no varejo, onde cortes como picanha e filé-mignon permanecem caros em diversas regiões do país.

Com isso, a carne bovina continua pressionando a inflação de alimentos, que voltou a ganhar força nos últimos meses. Especialistas apontam que a combinação entre demanda externa, restrição de oferta e custo de produção deve sustentar os preços elevados ao longo do próximo ano.

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