ATIVIDADES CRIATIVAS PODEM DEIXAR O CÉREBRO ATÉ 7 ANOS MAIS JOVEM, APONTA ESTUDO

Pesquisa internacional revela que dançar, tocar instrumentos ou se dedicar às artes visuais ajuda a desacelerar o envelhecimento cerebral

CEREBRO
17/12/2025 ◦ Por: Segismar Júnior

Um estudo publicado na Nature Communications mostra que atividades criativas podem manter o cérebro mais funcional e conectado, fazendo com que ele aparente ser anos mais jovem do que a idade cronológica.

A pesquisa analisou dados de mais de 1.200 pessoas em 13 países, incluindo o Brasil, e identificou que quem se envolve com hobbies criativos apresenta maior conectividade entre neurônios, especialmente em áreas do cérebro relacionadas à memória, coordenação e habilidades desenvolvidas ao longo da vida. Dançarinos de tango tiveram cérebros funcionalmente até sete anos mais jovens, enquanto músicos e artistas visuais mostraram diferença de cinco a seis anos em relação à idade cronológica.

Segundo os especialistas, a explicação está na natureza das atividades: a dança, por exemplo, combina movimento físico, ritmo, memória e criação de novas sequências, estimulando a plasticidade cerebral mais intensamente do que exercícios repetitivos. Ainda que criatividade seja um fator importante, ela não substitui outros pilares do envelhecimento saudável, como alimentação equilibrada, prática regular de exercícios, sono de qualidade e genética.

Os pesquisadores destacam que é possível incorporar a criatividade no dia a dia: ambientes acolhedores e livres de julgamentos, contato com música e aprendizado de novas habilidades artísticas, além de momentos de descanso mental, favorecem a saúde cerebral e estimulam os circuitos ligados ao prazer e à motivação.

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