BALANÇA COMERCIAL BRASILEIRA FECHA 2025 COM SUPERÁVIT DE US$ 68,3 BILHÕES, O 3º MAIOR DA SÉRIE HISTÓRICA

Balança comercial do Brasil fecha 2025 com superávit de US$ 68,3 bilhões, o terceiro maior da série histórica, segundo dados do MDIC.

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Foto: Reprodução / Internet

07/01/2026 ◦ Por: João Vitor Barros

Inicialmente, a balança comercial brasileira encerrou 2025 com superávit de US$ 68,3 bilhões, conforme dados divulgados nesta terça-feira (6) pela Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). Ao longo do ano, o resultado refletiu exportações de US$ 348,7 bilhões e importações de US$ 280,4 bilhões.

Com isso, o saldo de 2025 se consolida como o terceiro maior da série histórica, iniciada em 1989, ficando atrás apenas dos resultados observados em 2023 e 2024. Além disso, o número superou a mediana das estimativas do mercado apontadas na pesquisa Projeções Broadcast, que indicava superávit de US$ 65,0 bilhões.

Vale lembrar que, no início do ano, o MDIC projetava um saldo positivo de US$ 60,9 bilhões. Posteriormente, a expectativa oficial chegou a considerar a possibilidade de o superávit alcançar US$ 70,2 bilhões. Entretanto, esse patamar não se confirmou diante do avanço mais intenso das importações ao longo de 2025.

Resultado de dezembro

No recorte mensal, dezembro registrou superávit de US$ 9,633 bilhões, com US$ 31,038 bilhões em exportações e US$ 21,405 bilhões em importações. Dessa forma, o desempenho ficou acima da mediana das projeções do mercado, que apontava saldo positivo de US$ 7,1 bilhões para o mês. As estimativas, por sua vez, variavam entre US$ 5,0 bilhões e US$ 8,0 bilhões.

Na comparação anual, as exportações cresceram 24,7% em relação a dezembro de 2024. Nesse contexto, a agropecuária avançou 43,5%, somando US$ 5,710 bilhões. Ao mesmo tempo, a indústria extrativa teve alta de 53,0%, alcançando US$ 7,762 bilhões. Por fim, a indústria de transformação cresceu 11,0%, com exportações de US$ 17,416 bilhões.

Em paralelo, as importações também avançaram em dezembro, com crescimento de 5,7% na comparação anual. Nesse movimento, a agropecuária importou US$ 485 milhões, alta de 2,3%. Além disso, a indústria extrativa somou US$ 852 milhões, com avanço de 4,9%. Enquanto isso, a indústria de transformação registrou US$ 19,915 bilhões, crescimento de 6,0%.

Desempenho ao longo de 2025

No acumulado do ano, tanto exportações quanto importações atingiram recordes históricos. Ainda assim, as vendas externas cresceram 3,5% em valor e 5,7% em volume, mesmo diante de um cenário internacional marcado por tensões geopolíticas e pela queda nos preços de algumas commodities, especialmente o petróleo.

Por outro lado, as importações avançaram em ritmo mais acelerado, com alta de 6,7%. Esse comportamento, por sua vez, refletiu o crescimento da economia brasileira, o aumento do consumo e a expansão dos investimentos. Como consequência, o superávit ficou menor do que o registrado em 2024, quando o saldo havia sido de US$ 74,6 bilhões.

Setores e produtos

Na análise setorial, a indústria de transformação liderou o valor exportado em 2025, com US$ 189 bilhões. Esse resultado foi impulsionado tanto pelo aumento de volume quanto pela diversificação da pauta. Entre os destaques, aparecem carne bovina, veículos automotores, caminhões, máquinas e equipamentos elétricos.

Além disso, a indústria extrativa apresentou crescimento relevante em volume, com recordes de embarques de minério de ferro e petróleo bruto. Já o setor agropecuário, por sua vez, registrou aumento tanto em volume quanto em valor, com destaque para soja, café, milho e algodão.

Mercados de destino

Apesar disso, as exportações para os Estados Unidos recuaram ao longo do ano. Ainda assim, o Brasil conseguiu ampliar as vendas para outros mercados. Nesse sentido, as exportações para a China cresceram 6%, alcançando US$ 100 bilhões. Da mesma forma, a União Europeia registrou avanço de 3,2%, enquanto o Mercosul apresentou crescimento de 26,6%, com destaque para a Argentina.

Assim, a ampliação das vendas para outros destinos contribuiu para sustentar o desempenho da balança comercial brasileira em 2025, mesmo diante do avanço das importações e das mudanças no cenário do comércio internacional.

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