BOTAFOGO ENCARA ALTITUDE EXTREMA EM POTOSÍ, E BAHIA VISITA O O’HIGGINS NO CHILE PELA PRÉ-LIBERTADORES

Botafogo encara o Nacional Potosí a 4.000 m na Bolívia, e o Bahia visita o O’Higgins no Chile pela segunda fase da Libertadores.

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Reprodução Instagram/CONMEBOL Libertadores

18/02/2026 ◦ Por: João Vitor Barros

A quarta-feira reserva dois compromissos decisivos para clubes brasileiros na segunda fase da Libertadores. De um lado, o Botafogo enfrenta o Nacional Potosí, fora de casa, na Bolívia, em um dos ambientes mais hostis do continente. Do outro, o Bahia visita o O’Higgins, no estádio El Teniente, em Rancagua, no Chile, com a missão de abrir vantagem no duelo de ida.

Ao mesmo tempo, os confrontos carregam contextos bem diferentes. Enquanto o Botafogo tenta virar a chave após uma sequência negativa, o Bahia chega embalado e com estabilidade no início de temporada.

Nacional Potosí x Botafogo: altitude, pressão e estreia continental

Primeira partida das equipes na Libertadores 2026

O duelo em Potosí marca a estreia dos dois times na Libertadores nesta temporada. Além disso, o Nacional Potosí chega à segunda fase após conquistar a Copa da Bolívia de 2025. Já o Botafogo, que terminou o Brasileirão na sexta colocação, precisa atravessar duas etapas preliminares para alcançar a fase de grupos.

Por isso, desde o primeiro apito, o confronto ganha peso de decisão. Ainda mais porque, na prática, a margem de erro diminui quando a altitude entra no roteiro.

 

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Potosí: 4.000 metros e um “fantasma” para brasileiros

A cidade de Potosí fica a 4.000 metros do nível do mar. Assim, a falta de ar, o ritmo quebrado e o desgaste acelerado costumam alterar o padrão do jogo. Não por acaso, o local é tratado como “terror” para muitos brasileiros que já passaram por ali.

Sequência ruim aumenta o peso do jogo para o Botafogo

Dentro de campo, o Botafogo chega pressionado. A equipe acumula cinco derrotas consecutivas. Além disso, foi eliminada do Campeonato Carioca no último domingo, ao perder para o Flamengo por 2 a 1.

Consequentemente, o compromisso internacional passa a ser também um teste emocional. Afinal, o time precisa responder rápido, mesmo longe de casa e em condições extremas.

Nacional Potosí ainda não fez jogo oficial em 2026

Do lado boliviano, o Nacional Potosí faz o primeiro jogo oficial de 2026 justamente contra o Botafogo. Antes disso, a equipe disputou apenas dois amistosos, ambos diante do rival local Real Potosí. No entanto, perdeu os dois confrontos por 1 a 0.

Ainda assim, o histórico recente da altitude pesa. Potosí já viu equipes bolivianas causarem dificuldades a adversários tradicionais, principalmente em torneios continentais.

Logística diferenciada: adaptação e estratégia para “driblar” a altitude

Para tentar reduzir os efeitos do ambiente, o Botafogo montou uma operação específica. O planejamento foi discutido internamente e envolveu comissão técnica, departamentos médico e de futebol, além do aval de John Textor, dono da SAF.

Nesse contexto, a estratégia incluiu o envio antecipado de jovens para a Bolívia. O grupo viajou com antecedência para buscar adaptação e minimizar os efeitos da altitude. Os atletas listados foram: Christian Loor, Léo Linck, Gabriel Abdias, Kadu, Kauan Toledo, Kauã Cruz, Marquinhos, Bernardo Valim e Wallace Davi. Além disso, o técnico do sub-20, Rodrigo Bellão, também integrou a delegação.

Por outro lado, a delegação principal viajou apenas na véspera. Os jogadores pousaram em Sucre, a 2.800 metros de altitude, dormiram na cidade e só sobem para Potosí no dia da partida. Assim, a ideia é reduzir o tempo de exposição ao ponto mais alto antes do jogo.

Para completar, o deslocamento até Potosí envolve um trajeto terrestre de cerca de 150 km a partir de Sucre. Em experiências recentes de outros clubes, o caminho chegou a ser feito com carros 4×4, e esse modelo deve se repetir.

O’Higgins x Bahia: invencibilidade, foco e desfalque no meio-campo

Bahia chega embalado e tenta construir vantagem fora de casa

Se o Botafogo vive turbulência, o Bahia chega em outro momento. O time entra em campo defendendo uma sequência de 11 jogos sem perder. Além disso, é apontado como o único clube da Série A invicto no ano, o que aumenta a confiança para o confronto no Chile.

Para preservar a condição física, o Tricolor poupou titulares no último sábado, contra o Jacuipense, pelo Campeonato Baiano. Assim, a equipe chega mais descansada para a estreia na competição continental.

O’Higgins tem início de ano com vitórias, mas vem de derrota

Do lado chileno, o O’Higgins disputou três jogos em 2026, todos pelo Campeonato Chileno. A equipe começou com duas vitórias. No entanto, na rodada mais recente, perdeu por 2 a 1 para o Deportes Limache.

Mesmo assim, o time aparece na quinta posição do torneio nacional. Portanto, chega com competitividade, além de um cenário de mando que costuma equilibrar confrontos de mata-mata.

Ceni não terá Everton Ribeiro e busca solução no setor

O Bahia tem um desfalque importante: Everton Ribeiro cumpre o segundo e último jogo de suspensão por causa da expulsão na Sul-Americana do ano passado. Dessa forma, a vaga no meio-campo vira um ponto de atenção, com Erick e Rodrigo Nestor como alternativas.

Além disso, a equipe ainda lida com problemas no setor defensivo. Como Kanu e David Duarte estão lesionados, Gabriel Xavier tende a formar dupla com Ramos Mingo.

Transmissão e arbitragem

O duelo entre O’Higgins e Bahia terá transmissão do Paramount Plus, com cobertura em tempo real. A arbitragem definida é uruguaia, com Alberto Feres como árbitro principal, além de Andres Nievas e Mathias Muniz como assistentes, e Christian Ferreyra como quarto árbitro.

Cenários diferentes, mesma obrigação: sobreviver fora e decidir em casa

Mesmo com contextos distintos, os dois brasileiros entram em campo com um objetivo comum: voltar vivos para o jogo da volta e, se possível, com vantagem. Enquanto isso, o Botafogo tenta equilibrar o peso da altitude e a pressão do momento. Em paralelo, o Bahia busca transformar a boa fase em resultado competitivo fora de casa, mesmo com ajustes obrigatórios na equipe.

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