BRASIL ABRE 13 NOVOS MERCADOS PARA PRODUTOS DO AGRONEGÓCIO

Acordos sanitários e fitossanitários permitem novas exportações para países da América Latina, África e União Econômica Euroasiática

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Foto: Reprodução / Internet

10/06/2026 ◦ Por: João Vitor Barros

O Brasil concluiu negociações sanitárias e fitossanitárias que permitem a exportação de novos produtos agropecuários para 13 parceiros comerciais, segundo anúncio feito nesta terça-feira (9) pelo Ministério da Agricultura e Pecuária e pelo Ministério das Relações Exteriores.

Com os novos acordos, o agronegócio brasileiro chega a 639 aberturas de mercado em 97 destinos desde o início de 2023. Dessa forma, o país amplia a presença internacional de diferentes cadeias produtivas e diversifica a pauta de exportações.

As autorizações envolvem mercados da América do Sul, América Central, África e da União Econômica Euroasiática, bloco formado por Rússia, Belarus, Cazaquistão, Quirguistão e Armênia.

Produtos terão novos destinos

Entre as novas autorizações, a Argentina passou a permitir a importação de sêmen de pacu-caranha. Já a Bolívia abriu mercado para couro bovino salgado.

Além disso, El Salvador autorizou a entrada de material genético bovino, enquanto Equador e República Dominicana aprovaram a importação de milho pipoca brasileiro.

A Guiana abriu mercado para sementes de coco. Honduras, por sua vez, autorizou a entrada de material genético bovino e mudas de cana-de-açúcar.

Também houve avanços para sementes de pimenta habanero na Nicarágua, sementes de mamona no Paraguai e sementes de maracujá na Venezuela.

África também recebe novas autorizações

No continente africano, a Nigéria autorizou a importação de ovos férteis do Brasil. Com isso, a avicultura nacional ganha mais uma oportunidade de inserção em um mercado estratégico.

Já a Etiópia passou a permitir a entrada de farinhas e gorduras de pescado, ruminantes e outros animais, além de hemoderivados destinados à alimentação animal.

Portanto, as novas habilitações também ampliam o acesso de produtos de origem animal e insumos brasileiros a mercados fora da América Latina.

Castanha de caju entra na União Econômica Euroasiática

Um dos destaques do anúncio é a autorização para exportação de castanha de caju brasileira para a União Econômica Euroasiática.

O bloco é formado por Rússia, Belarus, Cazaquistão, Quirguistão e Armênia. Segundo o governo brasileiro, esses países importaram mais de US$ 1,4 bilhão em produtos agropecuários do Brasil no último ano.

Entre os principais produtos já comercializados com o bloco estão soja, carnes e café. Agora, com a nova habilitação, a castanha de caju passa a integrar a lista de itens com acesso ao mercado euroasiático.

Aberturas ampliam oportunidades para exportadores

De acordo com o Mapa e o MRE, as novas autorizações ampliam oportunidades para produtores e exportadores brasileiros dos setores contemplados.

Além disso, as habilitações ajudam a reduzir a dependência de mercados concentrados, já que abrem novas possibilidades comerciais para produtos específicos do agro nacional.

No entanto, a efetivação das vendas ainda depende da organização das cadeias exportadoras, da demanda dos países compradores e do cumprimento dos protocolos sanitários e fitossanitários acordados.

Lista de produtos autorizados

Com os novos acordos, o Brasil poderá exportar sêmen de pacu-caranha para a Argentina, couro bovino salgado para a Bolívia e material genético bovino para El Salvador e Honduras.

Além disso, foram autorizadas as vendas de milho pipoca para Equador e República Dominicana, sementes de coco para a Guiana, mudas de cana-de-açúcar para Honduras, sementes de pimenta habanero para a Nicarágua, sementes de mamona para o Paraguai e sementes de maracujá para a Venezuela.

Também entram na lista farinhas, gorduras animais e hemoderivados para alimentação animal com destino à Etiópia, ovos férteis para a Nigéria e castanha de caju para a União Econômica Euroasiática.

Brasil reforça presença no comércio internacional

Segundo o governo, os resultados refletem o trabalho conjunto do Ministério da Agricultura e Pecuária e do Ministério das Relações Exteriores nas negociações com outros países.

Assim, o Brasil segue ampliando o acesso de produtos agropecuários ao mercado internacional e fortalecendo a competitividade do agronegócio.

Com as novas autorizações, produtores e exportadores dos setores contemplados poderão iniciar as operações comerciais com os mercados recém-abertos, desde que cumpram as exigências estabelecidas em cada negociação.

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