BRASIL AMPLIA LIDERANÇA NO SETOR DE PROTEÍNA ANIMAL

ABPA projeta crescimento nas exportações de frango e carne suína em 2025 e prevê maior estabilidade nos custos de produção a partir de 2026

PROTEÍNA

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04/12/2025 ◦ Por: Segismar Júnior

A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) apresentou, em São Paulo, as projeções para a avicultura e a suinocultura em 2025 e 2026. O evento reuniu especialistas de várias regiões do país e trouxe análises sobre mercado, custos de produção, desafios sanitários e tendências que devem orientar o setor nos próximos anos.

Avanço no mercado internacional

De acordo com a entidade, o Brasil deve assumir a terceira posição entre os maiores exportadores de carne suína do mundo, alcançando quase 15% do market share global.
Na avicultura, a liderança se mantém: o país envia carne de frango para mais de 150 países e segue respondendo por cerca de um terço das exportações mundiais.

Representantes da ABPA destacaram o crescimento em mercados estratégicos, como Filipinas, e reforçaram a importância de fortalecer ações de biossegurança no campo. A entidade afirmou ainda que tem trabalhado junto ao governo federal para ampliar a regionalização da suinocultura, medida que já avançou no setor de aves.

Impacto sanitário global e novas oportunidades

O cenário internacional continua influenciado por surtos de peste suína africana e influenza aviária em diferentes regiões. Esses episódios têm reduzido a oferta de alguns países tradicionais e aberto espaço para que o Brasil aumente sua participação no comércio global.

Segundo a ABPA, o país está em condições de ampliar a produção e atender mercados antes abastecidos por Estados Unidos e Europa, que enfrentam restrições sanitárias.

Desempenho e expectativas para 2025 e 2026

Mesmo após o registro de influenza aviária em aves silvestres no Brasil, ocorrido em maio, a entidade afirma que o país preservou sua condição sanitária e deve encerrar 2025 com crescimento moderado na avicultura. A reabertura do mercado chinês deve impulsionar os resultados no fim do ano.

A ABPA também reforçou que a influenza aviária não é transmitida a humanos pelo consumo de carne ou ovos, ressaltando que a produção mantém rígido controle sanitário.

Projeções de produção e exportação

Para 2025, as estimativas da entidade são:

  • Carne de frango
    • Exportações: até 5,3 milhões de toneladas
    • Crescimento em relação a 2024
    • Produção nacional acima de 15 milhões de toneladas (+2%)

  • Carne suína
    • Exportações: cerca de 1,49 milhão de toneladas (+10%)
    • Produção: mais de 5,5 milhões de toneladas (+4,5%)

Custos de produção e mercado de ovos

A ABPA projeta que 2026 traga mais estabilidade, especialmente devido ao arrefecimento nos preços de alguns insumos, o que deve aliviar os custos de produção tanto para aves quanto para suínos.

Outro destaque foi o desempenho do setor de ovos, que em 2024 ultrapassou pela primeira vez 1% da produção total destinada à exportação. Para a entidade, isso indica o início de uma cultura exportadora que tende a se consolidar nos próximos anos,  um processo semelhante ao que ocorreu com as carnes de aves e suínos.

Crescimento com desafios

As projeções mostram que, mesmo com desafios sanitários e oscilações no mercado global, a avicultura e a suinocultura brasileiras seguem expandindo e identificando novas oportunidades para fortalecer sua presença internacional.

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