BRASIL CONSOLIDA FORÇA GLOBAL NA PRODUÇÃO E EXPORTAÇÃO DE CARNE SUÍNA
País mantém posição entre os maiores produtores e exportadores do mundo, com crescimento sustentado por eficiência, tecnologia e abertura de mercados
📷 Reprodução: Divulgação/Arquivo OPR
Um relatório recém-divulgado pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) mostra que o Brasil encerrou 2025 com desempenho sólido na suinocultura e reforçou sua posição como um dos principais players do mercado global de proteínas.
De acordo com o documento, o país se mantém como o quarto maior produtor e o terceiro maior exportador de carne suína do mundo, mesmo em um cenário de alta competitividade internacional e custos elevados de produção.
O avanço foi sustentado por ganhos de eficiência e pela ampliação de mercados. No último ano, o Valor Bruto de Produção da suinocultura atingiu R$ 63,1 bilhões, enquanto o volume produzido chegou a 5,592 milhões de toneladas.
A região Sul continua sendo o principal polo da atividade no país. Santa Catarina lidera a capacidade de abate sob inspeção federal, seguida por Paraná e Rio Grande do Sul. Minas Gerais e São Paulo também têm participação relevante na cadeia produtiva.
Apesar dos resultados positivos, os custos seguem como um dos principais desafios do setor. A alimentação animal representa a maior parte das despesas, com milho e farelo de soja respondendo por cerca de 90% da ração, o que mantém a atividade sensível às oscilações do mercado de grãos.
Para enfrentar esse cenário, produtores têm investido cada vez mais em tecnologia. O uso de biodigestores, por exemplo, permite transformar resíduos em energia, reduzindo custos e ampliando práticas sustentáveis.
No mercado interno, a maior parte da produção permanece no país. Cerca de 72,9% da carne suína foi destinada ao consumo doméstico em 2025. O consumo per capita chegou a 19,1 quilos por habitante ao ano, reforçando a presença da proteína na dieta dos brasileiros.
Já no mercado externo, o desempenho também foi expressivo. As exportações somaram 1,51 milhão de toneladas e geraram receita de US$ 3,6 bilhões. A carne suína brasileira chegou a 94 países, ampliando a presença internacional e consolidando o Brasil como fornecedor relevante.
Outro fator que sustenta essa competitividade é o status sanitário. O país segue livre da peste suína africana, condição essencial para garantir acesso aos mercados internacionais.
Além disso, a cadeia produtiva da suinocultura tem forte impacto na economia local, especialmente em municípios com frigoríficos, onde há geração de empregos, renda e desenvolvimento regional, segundo dados da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan).