BRASIL DEIXA ALIANÇA EM MEMÓRIA DO HOLOCAUSTO E GERA REAÇÃO DE ISRAEL

O Brasil não faz mais parte da Aliança Internacional para a Memória do Holocausto (IHRA), onde atuava como membro observador desde 2021.

40539464993_3e89cb7d47_k-e1672785833854
25/07/2025 ◦ Por: Andréia Nikely




Governo Lula retira país da IHRA; Israel classifica decisão como “imprudente” e “vergonhosa”

40539464993_3e89cb7d47_k-e1672785833854
📷: Reprodução /Internet

O Brasil não faz mais parte da Aliança Internacional para a Memória do Holocausto (IHRA), onde atuava como membro observador desde 2021.

A informação foi divulgada nesta quinta-feira (24) pelo Ministério das Relações Exteriores de Israel.

A decisão ainda não foi anunciada oficialmente pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), mas, segundo o portal Metrópoles, fontes ligadas à diplomacia israelense confirmaram que o Ministério das Relações Exteriores já informou a embaixada de Israel em Brasília sobre o processo.

No X (antigo Twitter), o ministério israelense comentou a saída brasileira da aliança:

“Em uma época em que Israel luta por sua própria existência, voltar-se contra o Estado judeu e abandonar o consenso global contra o antissemitismo é imprudente e vergonhoso”, declarou.

O Ministério das Relações Exteriores de Israel também criticou a decisão do Brasil de aderir a uma ação contra o país na Corte Internacional de Justiça (CIJ), órgão judicial da Organização das Nações Unidas (ONU), pelas ações na Faixa de Gaza.

“A decisão do Brasil de se juntar à ofensiva jurídica contra Israel na CIJ, ao mesmo tempo em que se retira da IHRA, é uma demonstração de profunda falha moral”, afirmou o ministério.

Em nota divulgada na última quarta-feira (22), o Itamaraty explicou que a decisão de apoiar a ação na CIJ se baseia na Convenção para a Prevenção e Repressão do Crime de Genocídio e no “dever dos Estados de cumprir com suas obrigações de Direito Internacional e de Direito Internacional Humanitário, frente à plausibilidade de que os direitos dos palestinos à proteção contra atos de genocídio estejam sendo irreversivelmente prejudicados, conforme conclusão da Corte Internacional de Justiça nas medidas cautelares anunciadas em 2024”.

VEJA AS ÚLTIMAS NOTÍCIAS

Você também vai gostar de ler