CESTA BÁSICA FICA MAIS CARA EM 17 CAPITAIS EM DEZEMBRO

Cesta básica sobe em 17 capitais em dezembro; São Paulo segue como a mais cara do país, aponta levantamento do Dieese e da Conab.

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Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil/Arquivo

10/01/2026 ◦ Por: João Vitor Barros

Em dezembro de 2025, o custo da cesta básica aumentou em 17 capitais brasileiras. Os dados fazem parte da Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, divulgada pelo Dieese em parceria com a Conab.

Enquanto isso, em apenas uma capital — João Pessoa — o preço médio não apresentou variação. Por outro lado, nas demais capitais houve queda no valor da cesta.

Altas mais intensas no Nordeste e no Centro-Oeste

Entre os aumentos registrados, Maceió apresentou a maior variação positiva do país, com alta de 3,19%. Na sequência, aparecem Belo Horizonte, com aumento de 1,58%, Salvador (1,55%), Brasília (1,54%) e Teresina (1,39%).

Além disso, capitais como Macapá, Goiânia e Rio de Janeiro também encerraram o mês com elevação no custo dos alimentos básicos.

Quedas concentram-se na região Norte

Em contrapartida, as maiores reduções ocorreram na região Norte. Porto Velho liderou as quedas, com recuo de 3,60%. Logo depois, surgem Boa Vista (-2,55%), Rio Branco (-1,54%) e Manaus (-1,43%).

Mesmo com esse movimento de baixa em parte do país, o resultado nacional seguiu pressionado pelas altas registradas na maioria das capitais.

Carne bovina puxa aumento da cesta

Entre os produtos pesquisados, a carne bovina de primeira foi um dos principais fatores de pressão sobre os preços. O item apresentou aumento em 25 das 27 capitais analisadas.

Segundo o levantamento, o aquecimento da demanda interna e externa, aliado à oferta mais restrita, contribuiu diretamente para a elevação dos preços da carne no varejo.

Batata também registra alta generalizada

Além da carne, a batata apresentou aumento de preço em praticamente todo o país. A única exceção foi Porto Alegre, onde houve queda de 3,57%.

No Rio de Janeiro, por exemplo, o preço da batata disparou 24,10% em dezembro. De acordo com o Dieese, fatores climáticos e o fim do período de colheita explicam a elevação do produto.

São Paulo segue com a cesta mais cara do país

Mesmo com variação menor no mês, São Paulo manteve o posto de capital com a cesta básica mais cara do Brasil. Em dezembro, o custo médio chegou a R$ 845,95.

Na sequência aparecem Florianópolis, com R$ 801,29, Rio de Janeiro, com R$ 792,06, e Cuiabá, com R$ 791,29.

Já nas capitais do Norte e do Nordeste, onde a composição da cesta é diferente, os menores valores médios foram registrados em Aracaju, Maceió, Porto Velho e Recife.

Salário mínimo ideal ultrapassa R$ 7 mil

Com base no custo da cesta básica mais cara do país, o Dieese estimou que o salário mínimo necessário em dezembro de 2025 deveria ser de R$ 7.106,83.

O cálculo considera a determinação constitucional de que o salário mínimo deve ser suficiente para cobrir despesas com alimentação, moradia, saúde, educação, transporte, vestuário, higiene, lazer e previdência. O valor estimado corresponde a 4,68 vezes o salário mínimo vigente, de R$ 1.518,00.

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