COMBUSTÍVEIS FICAM MAIS CAROS EM TODO O PAÍS COM ALTA DO ICMS A PARTIR DE JANEIRO
ICMS mais alto entra em vigor em 2026 e encarece gasolina, diesel e gás de cozinha em todo o país; entenda os novos valores e os impactos no preço final.
Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil
Os combustíveis começaram 2026 mais caros em todo o Brasil após os governos estaduais e do Distrito Federal colocarem em vigor o reajuste das alíquotas do ICMS sobre gasolina, diesel e gás de cozinha. A mudança passou a valer em 1º de janeiro e afeta diretamente o preço final pago pelos consumidores nas bombas e na compra do botijão.
De acordo com o Comsefaz, o aumento segue a legislação que instituiu a cobrança de um valor fixo de imposto por litro ou por quilo, modelo que passou a valer nacionalmente e que precisa de atualização anual. Segundo o comitê, o ajuste busca recompor a arrecadação de estados e municípios.
Novas alíquotas do ICMS em 2026
Com o reajuste, as alíquotas do ICMS passaram a ser:
- Gasolina: R$ 1,57 por litro, alta de R$ 0,10;
- Diesel: R$ 1,17 por litro, aumento de R$ 0,05;
- Gás de cozinha (GLP): R$ 1,47 por quilo, acréscimo de R$ 0,08 por quilo, o que representa cerca de R$ 1,05 a mais no botijão de 13 kg.
Assim, apenas o impacto do imposto já eleva os preços logo no início do ano, independentemente de mudanças nos valores praticados pelas refinarias ou distribuidoras.
Estabilidade em 2025 e pressão no início de 2026
Durante 2025, os preços dos combustíveis permaneceram praticamente estáveis, segundo levantamentos de mercado. A exceção foi o etanol, que acumulou alta próxima de 5% ao longo do ano e terminou como o principal vilão da inflação do setor.
Dados da ANP mostram que o preço médio da gasolina subiu 1,3% entre dezembro de 2024 e o fim de 2025, enquanto o diesel registrou leve queda no mesmo período. Ainda assim, o novo ICMS passou a pressionar os valores logo na virada do ano.
Peso do imposto no preço final
Segundo a Petrobras, o ICMS representa parcela relevante da composição dos preços:
- cerca de 23,7% no caso da gasolina;
- aproximadamente 18,4% no diesel;
- em torno de 16,4% no GLP.
Ainda assim, mesmo com as reduções promovidas pela estatal ao longo de 2025, o reajuste do imposto acabou neutralizando parte do alívio que poderia chegar ao consumidor.
Argumentos dos estados
O Comsefaz afirma que o modelo atual de tributação vinha gerando perdas significativas de arrecadação em um cenário de elevação dos preços internacionais. Segundo o comitê, no primeiro ano de vigência da lei aprovada em 2022, estados e municípios registraram perdas fiscais superiores a R$ 100 bilhões.
Além disso, os secretários de Fazenda defendem que a legislação restringiu a autonomia dos estados e criou distorções no financiamento das políticas públicas, o que motivou a atualização das alíquotas para 2026.
Para saber mais sobre as noticias do Brasil e do mundo basta acessar o Rede Fonte News