CORPO DE CORRETORA DESAPARECIDA EM GO É ENCONTRADO; SÍNDICO CONFESSA CRIME

Daiane Alves de Souza, de 43 anos, estava desaparecida há mais de um mês em Caldas Novas; três pessoas foram presas por suspeita de envolvimento no caso.

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📷: Imagens de câmera de segurança

28/01/2026 ◦ Por: Andréia Nikely

O corpo da corretora Daiane Alves de Souza, de 43 anos, que estava desaparecida há mais de um mês em Caldas Novas, no sul de Goiás, foi encontrado em uma área de mata do próprio município.

A informação foi confirmada pelo delegado responsável pela investigação, Pedromar Augusto de Souza.

Até o momento, três pessoas foram presas por suspeita de envolvimento no crime: o síndico do prédio onde a família de Daiane possui apartamentos, Cléber Rosa de Oliveira, o filho dele, Maycon Douglas de Oliveira, e o porteiro do edifício, que não teve o nome divulgado. O funcionário foi encaminhado coercitivamente à delegacia para prestar esclarecimentos.

De acordo com a TV Anhanguera, afiliada da TV Globo em Goiás, Cléber Rosa confessou o crime e indicou à polícia o local onde o corpo havia sido abandonado.

Segundo apuração da repórter Ludmilla Rodrigues, Cléber afirmou que teria agido sozinho e que o crime ocorreu após uma discussão com Daiane, no dia 17 de dezembro, data do desaparecimento.

As últimas imagens da corretora foram registradas por câmeras de segurança do elevador do prédio. Os vídeos mostram Daiane entrando no local, passando pela portaria e, em seguida, retornando ao elevador. Ela desce até o subsolo e não é mais vista.

A Polícia Civil ainda não informou se as prisões são preventivas ou temporárias, nem o teor dos depoimentos prestados por pai e filho.

Daiane e Cléber tinham um histórico de desavenças. Em 19 de janeiro, após o desaparecimento da corretora, o síndico foi denunciado pelo Ministério Público pelo crime de perseguição reiterada. Segundo o MP, entre fevereiro e novembro de 2025, ele teria cometido uma série de ações, incluindo agressões físicas e verbais.

No mesmo dia, Daiane também foi denunciada pelo Ministério Público, mas pelo crime de invasão de domicílio, após entrar sem autorização na sala administrativa do síndico.

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