CORRIDA DOS PIBS: BRASIL SEGURA 10ª POSIÇÃO ATÉ 2030, MAS PERDE FORÇA ENTRE EMERGENTES, APONTA FMI
Brasil deve manter a 10ª posição entre as maiores economias até 2030, segundo o FMI, apesar da desaceleração e da distância crescente em renda per capita frente a outros países.
Foto: Reprodução / Internet
O Brasil atravessa um momento de desaceleração econômica, confirmado pelos dados do PIB do terceiro trimestre divulgados pelo IBGE. Mesmo assim, o país continuará como a 10ª maior economia do mundo até 2030, segundo projeções atualizadas do Fundo Monetário Internacional (FMI). Embora mantenha essa posição no ranking global, o país ainda demonstra grande distância em relação às nações que ocupam posições próximas especialmente quando se analisa o PIB per capita.
O relatório do FMI também mostra que, ao mesmo tempo em que o Brasil preserva sua colocação entre os dez maiores PIBs do planeta, ele perde competitividade quando comparado a outros mercados emergentes. Além disso, as tensões comerciais internacionais e a revisão das projeções globais afetam diretamente o ritmo de crescimento econômico brasileiro ao longo dos próximos anos.
Brasil mantém a 10ª posição na corrida mundial dos PIBs até 2030
Segundo o FMI, o Brasil permanecerá na 10ª colocação entre as maiores economias do mundo até o fim da década. A projeção combina desempenho do PIB e tendências cambiais, e mostra que o país se mantém estável no ranking mesmo após cair da 9ª para a 10ª posição entre 2023 e 2024. Essa mudança ocorreu devido às variações do câmbio e ao avanço relativo de economias como Itália, Canadá e Rússia.
Ainda assim, o Brasil conserva seu espaço entre as maiores economias porque possui um grande mercado interno e um volume expressivo de produção, sobretudo no agronegócio, que impulsionou significativamente o PIB no início de 2024.
Tensões comerciais reduzem projeções globais e elevam incertezas
Em meio às disputas comerciais iniciadas pelo governo dos Estados Unidos em abril, o FMI revisou para baixo as projeções de crescimento mundial para 2025 e 2026. Apesar disso, o organismo ajustou levemente para cima a expectativa de crescimento global em 2025, passando de 3% para 3,2%.
No entanto, o FMI alertou que a falta de acordos internacionais duradouros e transparentes desestimula investimentos e retarda o avanço da economia mundial. Esse cenário, portanto, afeta diretamente países emergentes como o Brasil, que dependem de estabilidade externa para acelerar seu ritmo de crescimento.
Brasil melhora projeção para 2025, mas desacelera em 2026
O FMI elevou a projeção de crescimento do PIB brasileiro em 2025 de 2,3% para 2,4%. O aumento considera, sobretudo, o desempenho excepcional da agropecuária no início de 2024.
Entretanto, o cenário muda para 2026: a expectativa caiu de 2,1% para 1,9%, já que políticas monetárias e fiscais mais restritivas começam a limitar o ritmo de expansão da economia. Em outras palavras, o país cresce, mas sem força suficiente para reduzir significativamente sua distância em relação a economias mais desenvolvidas.
EUA e China seguem dominando a economia global
Os Estados Unidos permanecem como a maior economia do planeta. O FMI revisou para cima suas projeções: de 1,9% para 2% em 2025 e de 2% para 2,1% em 2026. As tarifas efetivas menores que o previsto reduziram parte do impacto da guerra comercial, o que contribuiu para um ambiente econômico mais estável.
Enquanto isso, a China mantém crescimento sólido, com projeções de 4,8% para 2025 e 4,2% para 2026. O país segue se adaptando às tensões comerciais internacionais de forma gradual.
Brasil, Itália e Canadá disputam o final do top 10
Nas projeções até 2030, Brasil, Itália e Canadá se alternam entre as últimas posições do top 10 das maiores economias. No entanto, quando se analisa a renda média da população, a distância entre os países se torna evidente.
PIB per capita em 2024:
- Canadá: US$ 54.473
- Itália: US$ 40.224
- Brasil: US$ 10.214
Essa diferença reforça que o Brasil aparece entre as maiores economias mais pelo tamanho de sua população do que pelo nível de renda gerada. Mesmo assim, Itália e Canadá também não entram no ranking das dez nações mais ricas do mundo dominado por Luxemburgo, com impressionantes US$ 138.634 por habitante.
Brasil perde espaço entre emergentes em renda per capita
Apesar de figurar entre os dez maiores PIBs globais, o Brasil segue atrás de vários emergentes quando a comparação envolve renda da população. Países como México, Chile, Rússia e Malásia exibem desempenho superior no PIB per capita, indicando maior capacidade de geração de riqueza individual e maior produtividade.
Essa diferença reforça que, para além do tamanho de sua economia, o Brasil ainda precisa avançar em produtividade, educação, competitividade e redução das desigualdades para aumentar sua renda média e, consequentemente, melhorar sua posição relativa no cenário global.
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