DESEMPREGO FECHA 2025 EM 5,1% E BRASIL REGISTRA MENOR TAXA DA SÉRIE DO IBGE

Desemprego fecha 2025 em 5,1%, menor da série do IBGE. Renda média sobe para R$ 3.613 e ocupação atinge 103 milhões.

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Foto: Reprodução / Internet

30/01/2026 ◦ Por: João Vitor Barros

Ao final de 2025, o Brasil registrou taxa de desemprego de 5,1% no trimestre encerrado em dezembro, o menor nível desde o início da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), iniciada em 2012.

Os dados, divulgados nesta sexta-feira (30) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), confirmaram um ano marcado por forte aquecimento do mercado de trabalho.

Em comparação com o mesmo período de 2024, quando a taxa estava em 6,2%, o indicador apresentou queda relevante. Além disso, em relação ao trimestre imediatamente anterior, encerrado em novembro, quando o desemprego ficou em 5,2%, houve novo recuo, reforçando, portanto, a trajetória consistente de melhora ao longo do ano.

Com esse resultado, a taxa média anual de desemprego caiu de 6,6% em 2024 para 5,6% em 2025, estabelecendo, assim, o menor patamar da série histórica.

População ocupada cresce e atinge recorde histórico

Paralelamente à redução do desemprego, a população ocupada no país avançou de forma contínua. Ao longo de 2025, o número de pessoas com algum tipo de ocupação chegou a aproximadamente 103 milhões, superando os 101,3 milhões registrados em 2024.

Em perspectiva histórica, em 2012, esse contingente somava 89,3 milhões.

Como consequência direta desse movimento, o nível de ocupação, que mede a proporção de pessoas ocupadas dentro da população em idade de trabalhar, atingiu 59,1% em 2025, acima dos 58,6% observados no ano anterior.

Segundo o IBGE, esse avanço ocorreu, sobretudo, devido à expansão das atividades do setor de serviços, que, ao longo do ano, sustentaram o crescimento da ocupação e, consequentemente, a redução da taxa de desocupação.

Número de desempregados recua ao menor nível da série

Além disso, no trimestre encerrado em dezembro, o país contabilizou 5,5 milhões de pessoas desocupadas, o menor contingente desde o início da série da Pnad Contínua. Em termos anuais, a média de pessoas sem trabalho caiu de 7,2 milhões em 2024 para 6,2 milhões em 2025.

Esse recuo ganha ainda mais relevância quando se observa o comportamento do indicador ao longo dos últimos anos. Durante a pandemia de Covid-19, por exemplo, a taxa de desemprego chegou a 13,7% em 2020 e a 14% em 2021, período em que cerca de 14 milhões de brasileiros estavam fora do mercado de trabalho.

Renda média do trabalhador cresce e renova máxima histórica

Ao mesmo tempo, a pesquisa mostrou avanço consistente da renda média real habitual do trabalhador. No trimestre encerrado em dezembro, o rendimento chegou a R$ 3.613, o que representa uma alta de 5% na comparação com o mesmo período de 2024.

Na média anual, a renda alcançou R$ 3.560 em 2025, configurando o maior valor desde o início da série histórica. Vale lembrar que o menor nível foi registrado em 2022, quando o rendimento médio ficou em R$ 3.032.

Como resultado direto desse aumento, a massa de rendimento real habitual paga aos trabalhadores somou R$ 361,7 bilhões em 2025, com crescimento de 7,5% em relação a 2024, estabelecendo, novamente, um recorde.

Emprego com carteira assinada avança e informalidade recua

Outro ponto de destaque foi o comportamento do emprego formal. Em 2025, o número de trabalhadores do setor privado com carteira assinada cresceu 2,8% frente ao ano anterior, atingindo 38,9 milhões de pessoas, o maior patamar já registrado.

Esse avanço representou a incorporação de cerca de 1 milhão de trabalhadores formais em um único ano. Ao mesmo tempo, a taxa de informalidade recuou, passando de 39% em 2024 para 38,1% em 2025, o que indica, portanto, uma melhora na qualidade do emprego.

Mercado de trabalho mantém fôlego no fim do ano

Por fim, mesmo diante de um ambiente de juros elevados ao longo de 2025, o mercado de trabalho manteve fôlego no último trimestre do ano. Entre outubro e dezembro, a renda média avançou de R$ 3.527 para R$ 3.613, enquanto o número de desempregados caiu 9% em relação ao trimestre anterior.

Nesse mesmo período, o total de ocupados cresceu 0,6%, reforçando, assim, a leitura de que o mercado de trabalho seguiu aquecido, sustentando a renda das famílias e o nível de consumo no país.

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