DESEMPREGO NO REINO UNIDO SOBE A 5,2% E ATINGE MAIOR NÍVEL DESDE JANEIRO DE 2021
Taxa de desemprego do Reino Unido sobe a 5,2% e atinge o maior nível desde 2021; salários desaceleram para 4,2% ao ano e mercado amplia apostas de corte de juros.
Foto: Reprodução / Internet
A taxa de desemprego do Reino Unido subiu para 5,2% nos três meses até dezembro, depois de marcar 5,1% no trimestre encerrado em novembro. Com isso, o indicador alcançou o maior patamar desde janeiro de 2021, segundo o Escritório Nacional de Estatísticas (ONS).
Ao mesmo tempo, o dado reforça sinais de enfraquecimento gradual do mercado de trabalho. Além disso, ocorre em um contexto em que investidores e analistas acompanham de perto a trajetória da inflação e a resposta do Banco da Inglaterra (BoE) na política monetária.
Salários desaceleram e ficam em 4,2% ao ano
Em paralelo ao avanço do desemprego, o ONS informou que o salário médio, excluindo bônus, registrou alta anual de 4,2% no período, em linha com o esperado. Ainda assim, o ritmo mostra desaceleração frente ao nível revisado de 4,4% observado nos três meses até novembro.
Dessa forma, o conjunto de números (emprego e renda) passa a sustentar leituras de que a pressão salarial pode estar perdendo força. Por consequência, isso tende a influenciar as expectativas sobre o momento e a intensidade de eventuais ajustes na taxa de juros.
Jovens puxam piora e acendem alerta no mercado de trabalho
Outro ponto de atenção é o recorte etário. O desemprego entre jovens avançou para 16,1%, no que já é descrito como o maior nível em mais de uma década, incluindo o período da pandemia.
Nesse sentido, economistas relacionam a alta à pressão sobre custos de contratação, o que, por sua vez, pode desestimular a abertura de vagas de entrada. Além disso, a leitura reforça a percepção de que o aperto do mercado pode estar diminuindo, ainda que de forma desigual entre faixas etárias.
Juros, apostas do mercado e a sinalização para março
Enquanto isso, o mercado voltou a recalibrar as projeções para a política monetária. O Banco da Inglaterra mantém a taxa básica em 3,75%. Ainda assim, parte dos investidores passou a precificar com mais força a possibilidade de corte já em março, à medida que os dados sugerem perda de tração do emprego e moderação salarial.
Além disso, a combinação entre inflação em acomodação e sinais de arrefecimento do mercado de trabalho tende a reforçar o debate sobre quando o BoE considerará apropriado aliviar o aperto monetário — especialmente se os próximos indicadores confirmarem o mesmo padrão.
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