DF PODE TER INTERNET GRATUITA NAS RUAS POR MEIO DE WI-FI INSTALADO EM POSTES DE ILUMINAÇÃO
Governo prevê parceria público-privada
📷 Reprodução: Internet
Um projeto de lei em tramitação na Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) pode transformar o acesso à internet nas ruas da capital. A proposta busca permitir que empresas fornecedoras de internet utilizem postes de iluminação pública para instalar seus equipamentos de transmissão. Em contrapartida, essas empresas deverão disponibilizar Wi-Fi gratuito à população nas áreas cobertas.
Atualmente, estar conectado é quase uma exigência para realizar tarefas cotidianas. No entanto, o acesso à internet móvel, essencial para quem está nas ruas, ainda é limitado para muitas pessoas. O custo elevado dos planos de dados é um dos principais obstáculos.
Segundo o autor do projeto, deputado distrital Martins Machado, a iniciativa busca equilibrar o uso da infraestrutura pública com o fornecimento de um serviço essencial à sociedade.
“A ideia é autorizar a instalação dos equipamentos nos postes públicos, sem cobrança para as empresas, desde que elas ofereçam internet gratuita para quem estiver nas redondezas”, explica o parlamentar.
De acordo com dados do IBGE, por meio da PNAD Contínua, cerca de 10% da população brasileira ainda não tem acesso à internet, principalmente devido ao custo dos serviços ou à falta de equipamentos adequados. Especialistas apontam que esse tipo de barreira aprofunda desigualdades sociais e limita o acesso à informação, ao estudo e ao mercado de trabalho.
Além de ampliar o acesso, o projeto também chama a atenção para a inclusão digital. Especialistas defendem que, junto ao Wi-Fi gratuito, é fundamental promover a **educação tecnológica** da população.
“Só fornecer o sinal não resolve. É preciso garantir que as pessoas saibam usar a internet de forma segura e produtiva. Senão, é como entregar uma Ferrari para quem não sabe dirigir”, avalia uma das fontes consultadas pelo projeto.
A proposta ainda precisa passar por comissões temáticas antes de ir à votação no plenário da CLDF. Se aprovada, pode representar um avanço importante na democratização do acesso digital no Distrito Federal.