DÍVIDA PÚBLICA FEDERAL CRESCE 2,6% E CHEGA A R$ 9,27 TRILHÕES

Emissão de títulos e incorporação de juros elevaram o endividamento em junho; Tesouro prevê estoque de até R$ 10,3 trilhões no fim de 2026

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Foto: Reprodução / Internet

30/07/2026 ◦ Por: João Vitor Barros

A dívida pública federal cresceu 2,61% em junho e chegou a R$ 9,268 trilhões, segundo dados divulgados nesta quarta-feira (29) pela Secretaria do Tesouro Nacional.

Em maio, o estoque estava em R$ 9,032 trilhões. Dessa forma, o endividamento federal aumentou aproximadamente R$ 236 bilhões em apenas um mês.

O governo contrai a dívida pública para financiar despesas que superam a arrecadação com impostos e contribuições. Além disso, o Tesouro emite novos títulos para pagar compromissos anteriores e administrar os vencimentos futuros.

Emissão de títulos impulsiona alta

O avanço de junho ocorreu principalmente por causa da emissão líquida de títulos públicos no mercado interno.

Ao longo do mês, o Tesouro emitiu R$ 149,6 bilhões em papéis. Por outro lado, os resgates somaram R$ 7,33 bilhões.

Com isso, as emissões superaram os resgates em cerca de R$ 142,3 bilhões. Além disso, a incorporação de R$ 85,16 bilhões em juros também contribuiu para o crescimento do estoque.

Dívida interna supera R$ 8,9 trilhões

A Dívida Pública Mobiliária Federal interna, formada pelos títulos emitidos no mercado brasileiro, cresceu 2,63% em junho e alcançou R$ 8,920 trilhões.

Assim, os compromissos internos continuaram representando a maior parcela do endividamento federal.

Já a dívida pública federal externa aumentou 2,12% e encerrou o mês em R$ 347,71 bilhões, o equivalente a US$ 67,17 bilhões.

Desse total, R$ 299,95 bilhões correspondem a títulos emitidos no exterior. Outros R$ 47,76 bilhões se referem a contratos de financiamento.

Prazo médio recua para 4,01 anos

O prazo médio da dívida pública caiu de 4,07 anos, em maio, para 4,01 anos em junho.

Esse indicador mostra o tempo médio restante até o vencimento dos compromissos assumidos pelo governo. Portanto, a redução significa que, em média, os títulos passaram a vencer em um período ligeiramente menor.

Enquanto isso, o custo médio das emissões realizadas por oferta pública apresentou pequena alta, de 14,19% para 14,20% ao ano.

Reserva de liquidez chega a R$ 1,35 trilhão

A reserva de liquidez aumentou 11,17% em termos nominais e chegou a R$ 1,346 trilhão em junho. Em maio, o chamado colchão da dívida somava R$ 1,21 trilhão.

Além disso, na comparação com junho de 2025, o volume cresceu 30,6%.

O Tesouro utiliza esses recursos exclusivamente para pagar os compromissos da dívida. Atualmente, a reserva é suficiente para cobrir aproximadamente 8,33 meses de vencimentos.

Estoque pode chegar a R$ 10,3 trilhões

O Tesouro Nacional prevê que a dívida pública federal encerre 2026 entre R$ 9,7 trilhões e R$ 10,3 trilhões.

A estimativa consta no Plano Anual de Financiamento, divulgado em janeiro. Portanto, apesar do crescimento registrado em junho, o estoque permanece dentro do intervalo projetado pelo governo para o fim do ano.

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