É OURO INÉDITO! LUCAS PINHEIRO BRAATHEN CONQUISTA A 1ª MEDALHA DO BRASIL NOS JOGOS OLÍMPICOS DE INVERNO

Lucas Pinheiro Braathen conquista ouro no slalom gigante e garante a 1ª medalha do Brasil na história dos Jogos Olímpicos de Inverno.

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Foto: Reprodução / Internet

14/02/2026 ◦ Por: João Vitor Barros

O Brasil escreveu, enfim, seu nome na história dos Jogos Olímpicos de Inverno. Neste sábado (14), em Milão-Cortina, na Itália, Lucas Pinheiro Braathen conquistou a medalha de ouro no slalom gigante do esqui alpino e garantiu o primeiro pódio olímpico de inverno do país e também da América do Sul.

Além de quebrar um tabu histórico, o atleta de 25 anos colocou o hino brasileiro no topo da principal competição de esportes na neve e no gelo do planeta.

 

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Domínio desde a primeira descida

Logo na primeira descida, Lucas mostrou que estava pronto para algo grande. Ele marcou 1min13s92 e assumiu a liderança entre os 81 competidores. Nenhum adversário conseguiu se aproximar de seu tempo.

Em seguida, na segunda e decisiva descida, o brasileiro manteve a consistência. Com desempenho seguro e estratégico, somou 2min25s00 no total e confirmou o ouro.

O suíço Marco Odermatt terminou com 2min25s58 e ficou com a prata. Já Loic Meillard completou o pódio com 2min26s17.

Dessa forma, Lucas não apenas venceu — ele controlou a prova do início ao fim.

 

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Marco histórico para o Brasil e o Hemisfério Sul

Com o resultado, o Brasil se tornou:

  • O primeiro país da América do Sul a conquistar medalha nos Jogos de Inverno
  • O terceiro país do Hemisfério Sul a subir ao pódio (ao lado de Austrália e Nova Zelândia)
  • O nono país a conquistar ouro no slalom gigante olímpico

Até então, o melhor resultado brasileiro havia sido o 9º lugar de Isabel Clark no snowboard cross em Turim 2006. Posteriormente, Nicole Silveira alcançou a 13ª posição no skeleton em Pequim 2022.

Agora, porém, o cenário mudou completamente.

Pressão transformada em combustível

Lucas chegou aos Jogos como uma das grandes esperanças do Brasil. Ele ocupava a segunda posição no ranking mundial do slalom gigante e vinha de pódios importantes na Copa do Mundo.

Em entrevista antes da competição, ele deixou claro como encarava a expectativa:

“A pressão que eu trago para estes Jogos é algo que eu tento abraçar com gratidão. Se eu não estivesse aqui para fazer a diferença, por que estaria aqui?”

Na prática, ele cumpriu exatamente o que prometeu.

Da Noruega ao Brasil

Nascido em Oslo, na Noruega, Lucas é filho do norueguês Bjørn Braathen com a brasileira Alessandra Pinheiro de Castro, natural de Campinas. Criado entre duas culturas, ele sempre manteve forte ligação com o Brasil.

Depois de competir pela Noruega nos Jogos de 2022, Lucas se afastou do circuito. No entanto, em 2024, decidiu retomar a carreira e passou a representar oficialmente o Brasil.

Desde então, a identificação com o público brasileiro cresceu rapidamente. Ele virou xodó da torcida, ganhou bandeiras verdes e amarelas nas arquibancadas e passou a celebrar os pódios com danças que viralizaram nas redes sociais.

Porta-bandeira e inspiração

Além disso, Lucas foi porta-bandeira do Brasil na cerimônia de abertura, ao lado de Nicole Silveira. Na ocasião, ele destacou que queria ser uma fonte de inspiração.

Após o ouro, reforçou essa mensagem:

“Não importa de onde você seja. O que importa é o que existe aqui dentro.”

Ainda há mais por vir

E a história pode ganhar novos capítulos. Lucas volta à pista na segunda-feira (16) para disputar o slalom masculino, com descidas previstas para 6h e 9h30 (horário de Brasília).

Portanto, o Brasil já fez história. Agora, pode sonhar ainda mais alto.

Lucas Pinheiro Braathen é ouro — e o inverno nunca foi tão verde e amarelo.

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