EQUIPAMENTOS DE ACADEMIA TÊM MAIS BACTÉRIAS DO QUE VASOS SANITÁRIOS, APONTA ESTUDO
Pesquisa revela altos níveis de contaminação em aparelhos de ginástica e alerta para riscos à saúde em ambientes de uso coletivo
📷 Reprodução: Freepik
Um estudo realizado nos Estados Unidos revelou que equipamentos de academias podem concentrar uma quantidade surpreendente de bactérias, em alguns casos, mais do que um vaso sanitário. A pesquisa analisou esteiras, bicicletas ergométricas e pesos livres em grandes redes de academias e encontrou mais de um milhão de germes por polegada quadrada em cada aparelho.
Entre os micro-organismos detectados estão bactérias associadas a infecções respiratórias, de pele e até doenças mais graves. As esteiras foram os equipamentos com maior nível de contaminação, seguidas pelas bicicletas. Já os pesos livres apresentaram uma quantidade de bactérias centenas de vezes superior à encontrada em um assento sanitário.
Pesquisas brasileiras confirmam a preocupação. Um levantamento da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) mostrou que equipamentos como a barra de agachamento, halteres e a máquina de leg press acumulam altos níveis de sujeira. Os testes utilizaram diferentes métodos de análise, incluindo fluorescência, técnica que identifica partículas invisíveis a olho nu.
Outro estudo apontou a presença de bactérias como salmonela e klebsiella, associadas a casos de intoxicação alimentar e pneumonia. Esses micro-organismos foram identificados não apenas nos equipamentos, mas também em áreas comuns das academias, como chuveiros, tapetes e piscinas.
Os cientistas responsáveis pelas pesquisas destacam que o objetivo dos estudos não é gerar alarme, mas promover conscientização. Eles recomendam medidas simples, como higienizar os aparelhos antes e depois do uso, evitar andar descalço, não tocar o rosto durante o treino, lavar bem as mãos e trocar de roupa logo após deixar o ambiente.