ESTADO OU FAMÍLIA: QUEM DEVE DECIDIR SOBRE A EDUCAÇÃO DOS FILHOS?
Lei sancionada em Santa Catarina reacende debate sobre limites do Estado e o papel dos pais na formação de crianças e adolescentes
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O governador de Santa Catarina, Jorginho Mello, tem se destacado nacionalmente por adotar uma postura firme contra o avanço de pautas identitárias no Brasil.
Com decisões que confrontam diretamente esse movimento, especialmente no ambiente escolar, ele tem provocado um debate que ultrapassa o campo político e alcança o centro da formação de crianças e adolescentes.
Confesso que estou me tornando admirador do governador.
Ele tem apresentado iniciativas que vão na contramão dessa agenda woke, que, na minha avaliação, tem causado impactos negativos, sobretudo entre jovens e adolescentes.
A mais recente delas trata de um ponto central: quem deve decidir o que uma criança aprende?
A lei sancionada parte de um fundamento jurídico relevante. Ela se baseia no Estatuto da Criança e do Adolescente e também na legislação educacional brasileira, que asseguram aos pais o direito de serem informados e participarem das decisões sobre o conteúdo ao qual seus filhos são expostos.
Ou seja, o que está sendo feito é a utilização de um entendimento já previsto em lei.
A proposta, nesse sentido, é clara: caso conteúdos relacionados à identidade de gênero sejam incluídos no ambiente escolar, que isso ocorra com o conhecimento e a autorização dos responsáveis.
É importante destacar que, quando se fala em identidade de gênero, o debate muitas vezes ultrapassa o campo biológico. Na minha visão, a definição de gênero está vinculada a aspectos biológicos, independentes de construções ideológicas.
Isso não impede que cada indivíduo faça suas próprias escolhas e conduza sua vida como desejar. A liberdade individual deve ser respeitada.
No entanto, quando o tema envolve crianças e adolescentes, a discussão assume outra dimensão.
A medida defendida pelo governador estabelece, portanto, um limite: a escola pode abordar determinados conteúdos, desde que haja autorização dos pais.
E aqui surge uma reflexão essencial.
Afinal, de quem é a responsabilidade de criar e formar uma criança?
Do Estado ou da família?
O próprio ordenamento jurídico brasileiro aponta essa resposta em diferentes contextos. Em casos de separação, por exemplo, o não cumprimento da obrigação de sustento pode resultar em sanções, inclusive prisão, justamente porque o Estado reconhece que a responsabilidade pela criação dos filhos é dos pais.
Diante disso, a proposta reforça esse princípio.
Parabenizo o governador Jorginho Mello pela iniciativa. Trata-se de uma medida que recoloca no centro do debate o papel da família na educação dos filhos.