EX-ANIMADOR DA DISNEY LEVA A HISTÓRIA DE JESUS ÀS TELONAS EM ANIMAÇÃO 2D
Ex-animador da Disney, Tom Bancroft lança animação em 2D que retrata a vida de Jesus pelos olhos do apóstolo João e leva a história de Cristo aos cinemas.
Foto: Reprodução / Internet
O ex-animador da Disney Tom Bancroft voltou a chamar atenção do público, desta vez fora do universo dos grandes estúdios. Ele co-dirige o filme “Jesus, a Luz do Mundo”, animação que retrata a vida de Jesus Cristo a partir do olhar do apóstolo João, ainda jovem.
Desde o início, a produção aposta em uma abordagem sensível. A narrativa acompanha a amizade entre Jesus e João e, ao mesmo tempo, mostra o conflito do discípulo diante da crucificação. Aos poucos, a história conduz o espectador à compreensão do sacrifício e da mensagem central do cristianismo.
Além disso, o longa utiliza animação clássica em 2D, inspirada na era de ouro da Disney. O estilo também remete a produções marcantes como “O Príncipe do Egito”, da DreamWorks, o que reforça o apelo visual e emocional da obra. O filme está em cartaz nos cinemas brasileiros desde 11 de dezembro.
Trajetória na Disney e mudança de rumo
Antes de seguir esse novo caminho, Tom Bancroft construiu uma carreira sólida na Disney ao longo de 12 anos. Nesse período, ele ajudou a dar vida a personagens icônicos como o jovem Simba, em O Rei Leão, Abu e Jafar, em Aladdin, e o carismático Mushu, em Mulan.
No entanto, com o passar do tempo, Bancroft sentiu o desejo de alinhar sua arte à fé cristã. Segundo ele, essa decisão ganhou ainda mais peso pessoal e profissional após um episódio marcante no ano 2000.
Na ocasião, o animador trabalhou em um curta sobre a lenda americana John Henry, que incluía referências à fé em Deus. Durante uma exibição interna para executivos da Disney, ouviu que o conteúdo religioso causava “desconforto”.
Conflito de valores e decisão definitiva
A reação surpreendeu Bancroft. Ele passou a refletir sobre a contradição dentro do estúdio, que aceitava temas espirituais em produções como Pocahontas e Mulan, mas demonstrava resistência quando o cristianismo entrava em cena.
Diante disso, seis meses depois, ele deixou a Disney. Agora, mais de duas décadas após essa decisão, Bancroft define “Jesus, a Luz do Mundo” como o verdadeiro “projeto dos sonhos” de sua carreira.
Assim, o filme surge não apenas como uma produção cinematográfica, mas também como um testemunho artístico de fé, propósito e coerência entre valores pessoais e profissionais.
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