EX-PRESIDENTE DA COREIA DO SUL É CONDENADO A CINCO ANOS DE PRISÃO POR LEI MARCIAL
Condenação é a primeira de uma série de julgamentos contra Yun, acusado de obstrução da Justiça e de liderar uma insurreição ao suspender temporariamente o governo civil
📷 Reprodução: Jeon Heon-Kyun /Pool/AFP
Justiça da Coreia do Sul condenou nesta sexta-feira,16, o ex-presidente Yun Su-kyo a cinco anos de prisão por crimes relacionados à decretação da Lei Marcial e aos desdobramentos da medida, adotada em dezembro de 2024. A decisão marca o primeiro veredicto contra o ex-chefe de Estado, que ainda responde a outras acusações.
A sentença foi proferida pelo juiz Baek Dae-hyun, do Tribunal Distrital Central de Seul, que considerou Yun culpado por obstrução da Justiça, ao impedir que investigadores cumprissem uma ordem de detenção contra ele. O ex-presidente também foi responsabilizado por excluir integrantes do gabinete de uma reunião estratégica que tratava do planejamento da Lei Marcial.
Por outro lado, Yun foi absolvido da acusação de falsificação de documentos oficiais, após o tribunal considerar que não havia provas suficientes. A defesa tem prazo de sete dias para apresentar recurso contra a condenação.
A decretação da Lei Marcial, em 3 de dezembro de 2024, resultou na suspensão temporária do governo civil e desencadeou protestos em massa pelo país, além de um confronto direto no parlamento sul-coreano. Os promotores haviam solicitado uma pena maior, de dez anos de prisão.
Em um processo separado, o Ministério Público também pede que Yun seja condenado à pena de morte, sob a acusação de liderar uma insurreição ao articular a imposição da Lei Marcial. A possibilidade de execução, no entanto, é considerada remota, já que a Coreia do Sul mantém uma moratória não oficial sobre a pena capital desde 1997.
O tribunal deve anunciar, no dia 19 de fevereiro, a decisão sobre as acusações de insurreição que ainda pesam contra o ex-presidente.