FACHIN DECIDIRÁ SE TOFFOLI CONTINUA NO INQUÉRITO DO BANCO MASTER
Pedido da Polícia Federal questiona a permanência de Dias Toffoli na relatoria das investigações após menções ao ministro aparecerem em material apreendido do banqueiro Daniel Vorcaro.
📷 Reprodução: Gustavo Moreno/STF
O ministro Edson Fachin, presidente do Supremo Tribunal Federal, vai analisar um pedido que pode afastar o colega de Corte, Dias Toffoli, da condução do inquérito do Banco Master. A solicitação foi feita pela Polícia Federal depois que investigações encontraram referências ao nome de Toffoli em mensagens e arquivos do celular do banqueiro Daniel Vorcaro, controlador do banco investigado por supostas fraudes financeiras.
Agora, Fachin deve notificar Toffoli para que ele apresente sua defesa antes de decidir sobre a permanência do ministro na relatoria. O pedido de afastamento provocou discussões, já que o gabinete de Toffoli sustenta que a Polícia Federal não tem competência legal para questionar sua atuação, e classificou a solicitação como baseada em “ilações”.
Especialistas em direito lembram que casos como este são raros, e a decisão de Fachin pode ter impactos significativos não apenas no andamento das investigações, mas também no equilíbrio interno do Supremo. O episódio também reacende o debate sobre a transparência e a condução de processos sigilosos no tribunal.
O caso tem gerado atenção da mídia e da sociedade, principalmente por envolver medidas de sigilo e a gestão de provas pelo ministro Toffoli, que chamaram atenção de autoridades e da opinião pública. A decisão de Fachin deve definir os próximos passos do inquérito e o papel de Toffoli na condução das apurações.