FOCUS REDUZ PROJEÇÃO DA INFLAÇÃO DE 2026 PELA TERCEIRA SEMANA SEGUIDA
Mercado prevê IPCA de 5,15% neste ano, mantém Selic em 14% e projeta crescimento de 1,99% para a economia brasileira
Foto: Reprodução / Internet
O mercado financeiro reduziu pela terceira semana consecutiva a projeção para a inflação brasileira em 2026. Segundo o Boletim Focus divulgado nesta segunda-feira (20) pelo Banco Central, a estimativa para o IPCA passou de 5,16% para 5,15%.
Há um mês, os economistas consultados projetavam inflação de 5,33%. Portanto, apesar do recuo recente, a expectativa ainda permanece acima do teto da meta perseguida pelo Banco Central.
O centro da meta é de 3%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Dessa forma, o limite máximo corresponde a 4,50%.
Ritmo da revisão perdeu força
Embora o mercado tenha reduzido novamente a previsão, o ajuste desta semana foi de apenas 0,01 ponto percentual.
Na divulgação anterior, por outro lado, a estimativa havia recuado de 5,30% para 5,16%, uma queda de 0,14 ponto percentual.
Assim, o novo resultado mantém a tendência de melhora, mas também mostra uma desaceleração no ritmo das revisões.
Para julho, os analistas esperam uma alta de 0,26% no IPCA. Já para agosto, o mercado projeta deflação de 0,10%. Em setembro, entretanto, a expectativa é de avanço de 0,49%.
Projeção para 2028 volta a subir
Para 2027, a estimativa de inflação permaneceu em 4,20%.
No entanto, a projeção para 2028 subiu de 3,70% para 3,78%, interrompendo a estabilidade observada nas semanas anteriores.
Já para 2029, o mercado manteve a previsão de 3,50% pela 46ª semana consecutiva.
Dessa maneira, as estimativas indicam uma redução gradual da inflação ao longo dos próximos anos. Mesmo assim, a convergência ao centro da meta deverá ocorrer de forma lenta.
IGP-M também registra queda
Além do IPCA, o mercado reduziu a previsão do Índice Geral de Preços – Mercado, o IGP-M.
A estimativa para 2026 caiu de 5,61% para 5,55%, também na terceira semana seguida de recuo.
Para 2027, por outro lado, a projeção subiu para 4,12%. Da mesma forma, a expectativa para 2028 avançou para 3,86%.
Enquanto isso, a previsão para 2029 permaneceu em 3,77%.
Selic permanece projetada em 14%
Os economistas mantiveram em 14% ao ano a projeção para a taxa Selic no encerramento de 2026.
Atualmente, a taxa básica de juros está em 14,25%. Portanto, o mercado continua esperando ao menos mais um corte de 0,25 ponto percentual.
Além disso, a estimativa para o fim de 2027 permaneceu em 12%. Para 2028, os analistas projetam uma Selic de 10,50%.
Já para 2029, a expectativa continua em 10% ao ano.
Com isso, o mercado mantém a avaliação de que o Banco Central deverá conduzir a redução dos juros de forma gradual e cautelosa.
PIB segue projetado em 1,99%
A projeção para o crescimento do Produto Interno Bruto brasileiro em 2026 permaneceu em 1,99% pela terceira semana consecutiva.
Para 2027, a expectativa também não mudou e continuou em 1,65%.
Além disso, o mercado manteve em 2% as previsões de crescimento para 2028 e 2029.
Dessa forma, os economistas não fizeram alterações relevantes nas expectativas para a atividade econômica, mesmo após as novas revisões da inflação.
Dólar deve encerrar o ano em R$ 5,20
No câmbio, a previsão para o dólar no fim de 2026 permaneceu em R$ 5,20 pela quinta semana consecutiva.
Para 2027, a estimativa continuou em R$ 5,28. Já para 2028, o mercado reduziu a projeção de R$ 5,34 para R$ 5,30.
Por fim, a expectativa para o encerramento de 2029 permaneceu em R$ 5,40.
Investimento estrangeiro tem projeção elevada
No setor externo, o mercado elevou de US$ 76 bilhões para US$ 77,2 bilhões a previsão de investimento direto no país em 2026.
Ao mesmo tempo, a estimativa para o superávit da balança comercial permaneceu em US$ 76,2 bilhões.
O Boletim Focus reúne semanalmente as projeções de instituições financeiras e analistas para indicadores como inflação, juros, crescimento econômico e câmbio.
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