FÓRMULA 1 ANUNCIA RETORNO À ÁFRICA COM GP EM RUANDA
Acordo de dez anos prevê construção de circuito próximo a Kigali e retorno da categoria ao continente pela primeira vez desde 1993
Foto: Reprodução / Internet
A Fórmula 1 anunciou nesta terça-feira (13) um acordo de dez anos para realizar o Grande Prêmio da África em Ruanda. A iniciativa marcará o retorno da principal categoria do automobilismo mundial ao continente africano, que não recebe uma corrida desde 1993.
A previsão é que a primeira etapa aconteça no início da década de 2030, possivelmente em 2030 ou 2031. No entanto, a organização ainda não definiu uma data oficial, já que o início da competição depende do andamento das obras do novo circuito.
Além disso, o projeto integra uma estratégia de expansão da Fórmula 1 e prevê investimentos em infraestrutura esportiva e turística no país africano.
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Novo circuito será construído próximo à capital Kigali
O acordo prevê a construção do Rwanda International Circuit, em Bugesera, na Província Oriental de Ruanda. A região fica aproximadamente 40 quilômetros ao sul de Kigali, capital do país, e próxima ao novo aeroporto internacional.
O projeto terá um circuito permanente, desenvolvido para atender aos padrões de Grau 1 da Federação Internacional do Automobilismo (FIA), exigidos para receber provas de Fórmula 1.
Além disso, a proposta aproveita as variações de altitude da paisagem natural para criar um traçado com diferentes desafios para os pilotos.
O ex-piloto de Fórmula 1 Alex Wurz, por meio da WurzDesign, participa do desenvolvimento do circuito em parceria com a Tilke Engineers and Architects. O escritório também participou de projetos de autódromos utilizados pela categoria, como Sepang, na Malásia.
Entretanto, os responsáveis ainda trabalham na definição do traçado final. Por isso, a organização divulgará posteriormente os detalhes sobre a construção e as características da pista.
Fórmula 1 não corre na África desde 1993
A última corrida de Fórmula 1 no continente africano aconteceu em 1993, no Grande Prêmio da África do Sul, no circuito de Kyalami.
Na ocasião, o francês Alain Prost, então piloto da Williams, conquistou a vitória.
Antes disso, a África do Sul recebeu diferentes etapas do Mundial entre 1962 e 1993. Desde então, porém, a categoria não voltou a realizar corridas no continente.
Nos últimos anos, a Fórmula 1 analisou possibilidades de retorno, incluindo propostas na África do Sul e no Marrocos. Agora, o acordo com Ruanda estabelece um compromisso de longo prazo para a realização de uma nova etapa.

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Fórmula 1 prevê investimentos além do autódromo
O projeto do circuito faz parte de um plano mais amplo de desenvolvimento liderado pelo Conselho de Desenvolvimento de Ruanda.
Além de receber a Fórmula 1, o complexo deverá funcionar ao longo do ano com competições automobilísticas internacionais, grandes eventos e conferências.
Segundo o presidente e CEO da Fórmula 1, Stefano Domenicali, a categoria buscava um parceiro capaz de oferecer condições para uma permanência duradoura no continente.
“A África sempre fez parte do futuro da Fórmula 1 e, desde o início, estávamos determinados a retornar da maneira correta, com o parceiro certo, um compromisso de longo prazo e uma visão clara para gerar um impacto significativo”, afirmou.
Ruanda também possui experiência na organização de eventos internacionais. Em 2024, por exemplo, o país recebeu a cerimônia de premiação da FIA. Além disso, já sediou competições de ciclismo, basquete e críquete, além do Congresso da FIFA de 2023.

Foto: Reprodução / Internet
Hamilton e Verstappen apoiam retorno à África
O retorno da Fórmula 1 ao continente também recebeu manifestações favoráveis de pilotos do atual grid.
Lewis Hamilton, heptacampeão mundial, afirmou que defende há anos a realização de uma corrida na África. Segundo o britânico, a categoria precisava incluir o continente em seu calendário.
Já Max Verstappen destacou a importância de realizar corridas em diferentes regiões do mundo. O holandês também lembrou que já visitou Ruanda e demonstrou interesse na possibilidade de competir no país.
George Russell, da Mercedes, também apoiou a iniciativa. Para o britânico, a presença da Fórmula 1 na África faz parte da expansão internacional do campeonato.
De acordo com dados divulgados pela própria categoria, mais de 100 milhões de fãs acompanham a Fórmula 1 no continente africano. Além disso, quase 60% do público nos principais mercados da África Subsaariana tem menos de 35 anos.
Quando será o primeiro GP da África em Ruanda?
Apesar do acordo de dez anos, a Fórmula 1 ainda não confirmou a temporada de estreia do Grande Prêmio da África.
A expectativa inicial aponta para 2030 ou 2031, mas a definição dependerá do cronograma de construção e da homologação do novo circuito.
Enquanto isso, os responsáveis pelo projeto continuarão desenvolvendo o traçado e a infraestrutura necessária para receber a competição.
A Fórmula 1 informou que divulgará posteriormente a data da primeira corrida, as próximas etapas de desenvolvimento do autódromo e os detalhes da programação do evento.
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