GOVERNO ANUNCIA NOVO MODELO DE CRÉDITO PARA CONSTRUÇÃO E COMPRA DA CASA PRÓPRIA; VEJA O QUE MUDA

Transição começa ainda este ano e promete ampliar recursos para habitação sem elevar juros, segundo o governo federal.

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📷: Divulgação/Agência Senado

10/10/2025 ◦ Por: Andréia Nikely

O governo federal anunciou, nesta sexta-feira (10), uma nova linha de crédito para a compra da casa própria. O objetivo do programa é ampliar os recursos destinados ao setor e, com isso, viabilizar a construção de mais moradias.

Atualmente, 65% dos recursos captados pelos bancos por meio da caderneta de poupança precisam ser direcionados obrigatoriamente ao crédito imobiliário; 15% estão livres para outras operações; e 20% permanecem retidos no Banco Central, nos chamados depósitos compulsórios.

De acordo com o Palácio do Planalto, após um período de transição, o direcionamento obrigatório de 65% dos depósitos e os depósitos compulsórios no Banco Central deixarão de existir.

“O total dos recursos depositados na caderneta de poupança passará a ser referência para o volume de dinheiro que os bancos devem destinar ao crédito habitacional, incluindo as modalidades do SFH e do SFI (Sistema de Financiamento Imobiliário)”, diz o comunicado do governo.

Segundo o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, a intenção é ampliar o uso dos recursos da poupança, combinados com valores captados no mercado, de forma a aumentar a oferta de crédito imobiliário sem pressionar a taxa de juros.

A medida beneficia principalmente as operações realizadas dentro das regras do Sistema Financeiro da Habitação (SFH) e deve estimular o setor da construção civil e o emprego.

Segundo o governo, a transição para o novo modelo de financiamento do setor imobiliário será gradual, iniciando ainda este ano.

De acordo com a equipe econômica:

O novo modelo deverá ter plena vigência a partir de janeiro de 2027.

Até lá, continua valendo o direcionamento obrigatório de 65% dos recursos captados na poupança para operações de crédito habitacional.

Dos 35% restantes, pelas regras atuais, 20% são recolhidos ao Banco Central como depósito compulsório e 15% são destinados a operações livres.

Durante a transição, o volume dos compulsórios será reduzido para 15%, e 5% serão aplicados no novo regime.

Com as mudanças, o valor máximo do imóvel financiado pelo SFH passa de R$ 1,5 milhão para R$ 2,25 milhões.

De acordo com o ministro das Cidades, Jader Filho, as novas regras permitirão que a Caixa Econômica Federal financie cerca de 80 mil novos imóveis, com juros de até 12% ao ano — abaixo da taxa básica da economia, atualmente em 15% ao ano. O crédito será destinado a famílias com renda de até R$ 12,5 mil por mês.

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